icons.title signature.placeholder Marcello Vieira
10/04/2014
16:45

Não é de hoje que a Flusócio, um dos principais grupos políticos do Fluminense e que foi a principal base eleitoreira de Peter Siemsen nas duas últimas eleições, tem questionado o trabalho de Jackson Vasconcelos, assessor executivo do presidente do clube. No caso mais recente, a agremiação política responsabilizou o dirigente pela perpetuação de uma prática voltada para interesses menores e também por minar o profissional que havia sido contratado para a função de diretor executivo, Luiz Fernando Pedroso, que foi demitido na última semana. Além de ter respondido às acusações no blog da própria Flusócio, Jackson também falou ao LANCE!Net e questionou as atitudes recentes do grupo:

- Não consigo entender a Flusócio. É um grupo que tem minha admiração. Pegou o Fluminense pela mão e mudou a história do clube. Não haveria esta gestão se não fosse ela. Fizeram algumas ações que para mim viraram case político. Foram responsáveis por trazer o torcedor da arquibancada para dentro e mudaram um paradigma institucional. Mas agora estão sendo de uma burrice política enorme. Tudo por causa da composição do Conselho Deliberativo que foi definido no último pleito na qual foi incluído um grupo na última hora e eles não tiveram todas as cadeiras que desejavam. A verdade é que eles não tiveram o Conselho todo para eles porque nunca deram segurança para o Peter e para a gestão. Se tivessem nos dado esta segurança, o Conselho todo seria deles. O que não entendo é que no lugar de capitalizarem os avanços da gestão para eles como o sócio futebol, o CT, a volta ao Ato Trabalhista, a redução de um déficit de R$ 40 milhões para R$ 3 milhões, preferem ficar criticando, reclamando de piscina, da comunicação do clube, toda hora estão batendo. É uma postura incoerente com a própria Flusócio. Afinal, foram eles que nos colocaram no poder.

Em relação à saída de Pedroso, Jackson garantiu ter dito a verdade na publicação do blog da Flusócio e que não é culpado pela demissão do profissional.

- Não tenho culpa se o Pedroso deu errado. Confiamos nele. Eu mesmo cheguei no clube e falei para todos que ele que iria comandar vários setores, mas não deu certo. Não troco uma palavra do que publiquei antes. É só ir no Instagram dele. Se bem que acho que apagou. O fato é que nos dois últimos meses tinham lá as fotos dele viajando pela Europa. Agora tentam colocar que o culpado pela saída dele sou eu? Isto não é verdade. Ele simplesmente deu errado - garantiu.

Outra questão polêmica e que terá a votação remarcada é a aprovação das contas de 2013. Conforme o LANCE!Net havia noticiado, a Flusócio chegou a ameaçar rejeitar as contas por causa de um gasto elevado que aparecia no item gastos gerais, que na verdade corresponde a valores referentes à repasses de transações de jogadores para investidores e que precisariam de sigilo segundo dirigentes do clube. Além de garantir que a questão já foi esclarecida, Jackson também falou sobre a ameaça política das contas serem rejeitadas para causar a saída dele do clube. Por sinal, para o assessor do presidente, esta seria uma manobra incoerente da Flusócio:

- Todas as pendências em relação as contas foram resolvidas. O custo no item gastos gerais, que foi motivo de reclamações, já foi inteiramente justificado e está na mão do Pedro Abad que é da Flusócio. Tentam fazer uma pressão política irresponsável com uma possível rejeição das contas, mas eles se esquecem que se rejeitarem estas contas estarão indo contra as contas deles mesmo. O tesoureiro do Fluminense é da Flusócio, por sinal é uma pessoa seríssima e as contas passam pelo conselho diretor que tem como vice financeiro também uma pessoa da Flusócio. Seria um absurdo essa rejeição das contas, uma vez que eles elegeram o Peter e apoiaram uma gestão que tem como uma das suas principais base a transparência. Tudo está claríssimo e tem que ser aprovado.

Por fim, o dirigente lembrou a importância da Flusócio para a reeleição de Peter Siemsen e rechaçou a hipótese do apoio ao presidente ter ocorrido apenas por falta de alternativas melhores, afinal, o grupo foi fundamental para o mandatário tentar a reeleição.

- É uma mentira dizer que só apoiaram o Peter por não existir alternativa melhor. No fim do ano passado o Peter tinha decidido não se eleger. A Flusócio que fez uma grande pressão para que ele continuasse e ele seguiu em frente também pelo grande respeito que tem ao grupo. Chegamos a perguntar se o grupo tinha alguma alternativa política para apresentar como possível presidente e eles não tinham um nome. Apoiaram o Peter numa eleição que teve uma vitória acachapante. Aí você vai pegar as postagens deles nos últimos quatro meses. É só crítica atrás de crítica. Eles acham que isso vai colar no Peter, mas vai colar neles mesmo. Não haveria Peter Siemsen se não fossem eles. E a verdade é que o Peter está fazendo um grande trabalho, mas eles só ficam criticando.