icons.title signature.placeholder Marcello Vieira
05/11/2013
18:37

Diretor executivo geral do Fluminense atualmente afastado para coordenar a campanha de reeleição de Peter Siemsen, Jackson Vasconcelos não tem o desejo de permanecer  no clube para o próximo triênio. Em entrevista ao LANCE!Net, o dirigente confidenciou que o Tricolor cumpriu uma etapa e agora precisa ter um novo projeto de gestão menos centralizada.

- Acho que o meu tempo no Fluminense está perto do fim. Estou coordenando a campanha do Peter e espero muito que ele vença. Deixar o Deley vencer, com todas essas pessoas que ele está trazendo de volta, é um retrocesso.  A gestão do Peter mudou o clube, reorganizou tudo, equacionou as finanças e agora é hora de pensar num novo modelo mais gerencial, menos centralizado, de uma forma que o meu papel não tem mais tanta relevância. É uma primeira etapa que está cumprida - explicou.

Conhecido pela experiência política (é do ramo desde 1974 e dono de uma empresa de consultoria sobre o assunto), Jackson foi convidado pelo vereador Carlo Caiado para ajudar na campanha eleitoral de Siemsen, em 2010. O currículo na área administrativa levou o então novo mandatário a chamá-lo para participar da gestão no Flu. O contrato era só de um ano. Virou três. Desde 2011, o braço direito do presidente aprendeu a gostar de futebol, a admirar a história do Fluminense, virou diretor executivo do clube e agora acredita que é hora de se dedicar a maior paixão de sua vida: a política.

- Quando cheguei ao clube era para ficar um ano, fiquei três. Nesse meio tempo minha cartela de clientes políticos era de 12 pessoas, agora são quatro. É um momento que quero voltar a me dedicar a política que é minha área. A tendência é mesmo de que não siga no clube após a campanha.

Conhecido por não ter papas na língua, a revelação de Jackson de que não deve continuar no Flu ocorre um dia depois do dirigente ser atacado verbalmente por Tote Menezes no evento do lançamento da candidatura de Deley, que ocorreu no Clube Militar, no Centro do Rio de Janeiro. Bem ao seu estilo, o ex-dirigente não perder a chance de alfinetar:

- O Tote fica chateado porque ele queria ser o Jackson. É uma pessoa que eu gosto, mas não se encaixou no projeto da gestão e naquilo que a Flusócio pretendia. Ele reclama de mim porque queria ocupar o meu lugar, ser relevante para a gestão.

Em relação a Alcides Antunes, que também desabafou contra a gestão, especialmente em relação a Peter Siemsen e à Flusócio, principal grupo de apoio ao atual mandatário, Jackson Vasconcelos também não ficou quieto:

- O Alcides, assim como o Tote, é o caso de alguém que não se adequou ao modelo de gestão que era proposto. Ainda tem uma situação complicado de processos contra o clube por dinheiro que ele teria emprestado ao Fluminense, mas que não consegue comprovar. É complicado, né.

Enquanto a tendência, segundo o próprio Jackson, é de que ele não permaneça trabalhando no Flu, a opção do dirigente não deve ser vista com bons olhos pelo presidente Peter Siemsen, que pode tentar demovê-lo da decisão.