icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
22/11/2014
17:20

O goleiro Ivan Izzo, que teve passagem até pelo Palmeiras, decidiu pendurar as luvas em 2004, e logo de cara assumiu o cargo de auxiliar técnico do Figueirense, acompanhando o também ex-jogador Dorival Júnior, que iniciava naquele momento sua trajetória, coroada com passagens por oito dos 12 grandes clubes do futebol brasileiro até hoje. Mas em junho de 2013, Dorival decidiu colocar seu filho Lucas Silvestre como assistente e, dessa forma, encerrou a parceria com Ivan. Aos 49 anos, o ex-jogador precisou recomeçar do zero, na vida e na carreira.

Naquele momento, Ivan decidiu espairecer e estudar nos Estados Unidos, para vislumbrar novos caminhos a seguir na carreira. Os contatos do meio do futebol, no entanto, o levaram a aplicar clínicas de lapidação de talentos nos Estados Unidos, país onde o futebol cresce cada vez mais. No retorno ao Brasil após seis meses, surgiu o inesperado convite do Santo André, que o queria como auxiliar técnico de Vilson Tadei.

- Eu joguei no Santo André por três anos no meu fim de carreira e a diretoria daquela época voltou. Me conheciam e deram essa oportunidade. É difícil isso acontecer no Brasil. Mas os dez anos trabalhando com o Dorival deram um aprendizado, uma experiência que me fez chegar aqui - reflete o ex-goleiro.

Quando soube que seria efetivado como treinador, Ivan viajou pelos clubes onde havia sido auxiliar para trocar experiências com os treinadores e buscar jogadores por empréstimo para reforçar o elenco. Depois de duas semanas, reuniu o grupo e começou a mostrar seu método de trabalho baseado no diálogo e na utilização do maior número possível de jogadores. Deu certo. Mas isso nem ele esperava.

- Eu nunca tive ambição de ser treinador, cara! Foi uma coisa extremamente natural, começou devagar e aí fui impondo minhas ideias. Chegar em uma final depois de seis meses é muito gratificante - diz.

O Santo André enfrenta o Botafogo-SP no primeiro jogo das finais da Copa Paulista, a antiga Taça FPF (que dá vaga na Copa do Brasil), neste domingo, às 10h. A partida ocorre no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, com mando do Ramalhão. O técnico do time adversário já foi agente penitenciário da Febem, atual Fundação Casa.

Treinador diz que aposta no diálogo como ferramente de trabalho (Foto: Divulgação)