icons.title signature.placeholder Bruno Andrade e Thiago Ferri
23/11/2013
07:47

Segundo nome de maior influência dentro do Palmeiras na gestão atual, o diretor-executivo José Carlos Brunoro sente na pele as consequências das inúmeras indefinições ainda existentes para 2014, ano do centenário verde.

O dirigente tem se queixado internamente que se sente isolado em meio às críticas sobre o planejamento para a próxima temporada e não descarta deixar o Verdão no ano que vem.

Ele tem vínculo até o fim de 2014 e cogita até a abrir mão do dinheiro que teria que receber até o fim do vínculo para não seguir no clube.

Uma das principais queixas de Brunoro se refere a Paulo Nobre, presidente do Palmeiras. O diretor reclama da falta de proteção do mandatário. Julga estar excluído do cerco de blindagem que o estafe de Nobre armou para a cúpula desde que ela foi eleita, em janeiro.

Procurado pelo LANCE!Net, Brunoro hesitou em responder sobre o assunto. Depois de alguns segundos de silêncio do outro lado da linha, ele deu a sua versão sobre o caso.

– Que eu saiba, é o contrário. Não acho (que estou solitário). Está tudo excelente. Estou trabalhando tranquilo, com apoio, e super sossegado.

Questionado a respeito do prêmio a que tem direito pela conquista do título da Série B do Brasileiro, o diretor optou por se esquivar do tema.

– Eu prefiro não comentar sobre este tema – finalizou.

Além da pressão de torcedores, que cobram um elenco mais forte no ano de comemoração de 100 anos de fundação do Palmeiras, José Carlos Brunoro também enfrenta desaprovação de parte dos conselheiros.

Membros do Conselho Deliberativo e Conselho de Orientação e Fiscalização reprovam o trabalho do diretor-executivo pela falta de patrocínio master no futebol desde maio, quando a Kia Motors deixou o clube. Brunoro se defende desta avaliação e aponta que já apresentou ao menos três ofertas de patrocínio para Paulo Nobre, mas o presidente tem exigido um valor elevado no negócio.

O Verdão tem encaminhado um acordo com a Caixa com cifras entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões por um ano.