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01/03/2014
08:10

Não é de hoje que a Vila Belmiro é um diferencial a favor dos Santos nas competições que disputa. No entanto, em 2014, a equipe parece ainda mais forte em seu alçapão. Prova disso é que 20 dos 25 gols do Peixe no Paulistão foram anotados nas seis partidas realizadas no estádio. Ou seja: o Alvinegro teria o melhor ataque do campeonato mesmo contando apenas os tentos em casa.

Vencedor de todas as partidas na Vila este ano, o Santos tem um retrospecto recente muito bom. Pelo Estadual, no estádio, o time não é derrotado desde o dia 3 de abril de 2011, quando perdeu por 1 a 0 para o Palmeiras. De lá pra cá, foram 20 vitórias e 3 empates, com 59 gols marcados e apenas 13 sofridos.

A “mágica” da casa santista parece também influencia os jogadores. Gabriel e Geuvânio, por exemplo, destaques do Peixe na temporada, ainda não conseguiram balançar as redes fora do Urbano Caldeira. Por outro lado, na Vila Belmiro, cada um já marcou cinco vezes em 2014.

– Nos sentimos muito bem lá, é nossa casa. Mas o fato de não marcar fora é só uma coincidência, espero que logo possa fazer gols também como visitante – afirmou Gabriel, de 17 anos, em entrevista ao LANCE!Net.

Exigente, o técnico Oswaldo de Oliveira comemora o desempenho da equipe como mandante, mas cobra aproveitamento semelhante fora de casa. Contudo, ele aponta os motivos pelos quais o Peixe ainda não conseguiu ser tão fatal quando jogou longe da Vila Belmiro.

– O gramado e a iluminação influenciam. Tem campos no Paulistão em que a bola fica presa e isso nos faz cair de produção. Precisamos aprender a superar essas dificuldades pra mantermos uma trajetória mais linear – analisou o treinador.

Se mantiver a liderança do Grupo C, o Santos terá o privilégio de disputar as quartas e a semifinal do Paulista no seu estádio. Por outro lado, a diretoria não descarta levar algum dos quatro jogos que restam na primeira fase da competição para o Pacaembu, segunda casa do clube, onde ainda não atuou neste ano.

Bate-Bola com Gabriel, atacante do Santos, em entrevista ao LANCE!Net

Dá pra explicar por que o desempenho ofensivo do Santos é tão melhor quando joga na Vila Belmiro?
Fica difícil apontar um motivo, mas em casa é onde a gente se sente bem e tem o apoio da torcida. Conhecemos os atalhos do campo, é diferente. Mas não é uma coisa tão fácil de explicar, realmente.

O Oswaldo citou a qualidade do gramado como um dos fatores...
Isso tudo pesa. Jogamos há bastante tempo, então já sabemos que o gramado é baixo, molhado, favorece nosso jogo rápido. Além disso, conhece o campo, sabe onde tem de bater mais forte ou mais fraco na bola.

E você, por que só conseguiu balançar as redes na Vila até agora?
É uma coincidência apenas. Espero que os gols possam continuar saindo tanto em casa como fora. Independentemente de onde seja, o importante é ajudar a vencer.

A diretoria do Santos estuda adotar o Pacaembu como casa no futuro ou até construir um estádio. O que acha de deixar a Vila?
Envolve muita coisa. O Santos sempre foi bem na Vila e no Pacaembu, que é nossa segunda casa e onde a torcida sempre comparece. Independentemente de onde seja, o time vai querer ganhar, mas a Vila é nossa casa, prefiro lá.