icons.title signature.placeholder Thiago Ferri
22/03/2014
08:53

Começando o terceiro ano de Palmeiras, Juninho vive seu melhor momento na Academia. Com boas atuações, o jogador que passou por altos e baixos em 2012 e 2013, considera que o amadurecimento no período é o responsável por este início no centenário.

O lateral fez parte do título da Copa do Brasil, mas caiu com o time para a Série B. A redenção se iniciou no ano passado, com o acesso, e a melhor campanha da primeira fase do Paulista apenas reforçou a mudança do camisa 6 no time.

– Cheguei aqui como dúvida, e fui do céu ao inferno em um ano. Isto tudo virou aprendizado, e tem feito diferença para mim neste início de temporada – falou ao LANCE!Net.

Antes contestado pela torcida, Juninho vai se mostrando em 2014 uma opção útil no ataque. Além de seu desempenho, o lateral conta com o retrospecto do ano em seu favor.

A única derrota do time aconteceu quando ele não estava em campo (William Matheus, seu substituto, teve atuação desastrosa). Um pouco antes, diante do Osasco Audax, ele também não entrou em campo, e o time perdeu os 100% na temporada.

– Isto de estar invicto é bom, fico feliz, mas eu senti como se tivesse perdido o jogo também, pois queria estar junto dos jogadores – disse.

Com três gols no ano, Juninho marcou 11 vezes com a camisa palmeirense, sendo a primeira contra o Santos, rival da partida deste domingo.

Aquele jogo, em 2012, foi seu primeiro clássico no Verdão, no qual marcou depois de seu cruzamento ser desviado e entrar no gol, dando a vitória ao Palmeiras, por 2 a 1, na partida que seria de festa pelo 100º gol de Neymar, em Presidente Prudente.

– Aquilo para mim foi um peso que tirei, e um início maravilhoso para mim, me marcou – lembrou.

De lá para cá, a atitude de Juninho mudou. Mais jovem, ele lembra de sua ânsia por provar sua capacidade – algo que não existe mais.

– Não preciso provar mais nada para ninguém. Em dois anos, com o time bem ou mal, provei que podia dar a volta por cima e este ano é um resumo de tudo que passou. Tudo isto influencia para fazer um excelente ano no Palmeiras – encerrou.

Sobe e desce

Santos
O confronto contra o Peixe, dia 5 de fevereiro de 2012, foi o quinto de Juninho com a camisa palmeirense e sua atuação, com gol aos 47 minutos do segundo tempo, faz deste o clássico preferido do lateral-esquerdo e um dos jogos mais marcantes entre os 128 que ele fez pelo clube.

Corinthians
Juninho viveu seu pior momento pelo clube no dia 17 de setembro de 2012, diante do Corinthians. Lutando contra a degola, ele perdeu a bola dentro da área para Romarinho, que abriu o placar na derrota por 2 a 0. Hoje, o lateral diz que aquele erro o fortaleceu.

Confira um bate-bola exclusivo com Juninho:

O que mudou em você durante estes três anos de Palmeiras?
Quando cheguei aqui, queria mostrar para torcida, para quem fosse, meu potencial e não era bem por aí. Precisava mostrar para mim mesmo que sou capaz de tudo que eu penso e tudo que eu quero.

Quais os responsáveis pelo seu amadurecimento?
Várias pessoas ao meu redor que hoje falam do momento difícil que passei e relembram, porque me fortaleceu. A família, amigos, o próprio Gilson Kleina, que acreditou em mim. São eles que me fortalecem.

Você se considera mais seguro?
Não é questão de segurança. Hoje me sinto bem, estou numa fase muito boa, em um grupo maravilhoso. Não me acho dono da posição, nos treinos o bicho pega, tem que correr, disputa sadia. O ambiente é bom.

Jogar com o Wendel direita, um jogador mais defensivo, ajuda você?
Sem dúvida. O Gilson Kleina sempre passa isto, mas tem vezes que o Wendel sobe mais que eu, e também se destaca. Sou mais ofensivo e o Kleina está me dando mais liberdade, por isto também está facilitando para mim em campo.

O título paulista significa o que para este grupo?
O Paulista não é suficiente, pelo grupo que temos hoje, muito forte. Todos querem vencer, então é coroar o trabalho que o Gilson vem fazendo. Estamos ralando muito. Seria um grande começo de ano de um centenário do Palmeiras.