icons.title signature.placeholder Fábio Aleixo e Marcio Porto
30/06/2014
08:10

O sucesso aliado ao futebol vistoso da Colômbia nesta Copa do Mundo passa por um argentino muito respeitado tanto em seu país quanto no que agora dirige.

José Pekerman, de 65 anos, é o técnico responsável pela guinada no futebol do próximo adversário do Brasil no Mundial. Seu estilo, o entrosamento com seu grupo e seu retrospecto na competição prometem uma parada duríssima na sexta-feira.

Essa é apenas a segunda Copa de Pekerman como treinador. A primeira foi em 2006, pela Argentina. Mas detalhe: saiu sem perder, ao ser eliminado nas quartas de final pela anfitriã Alemanha nos pênaltis.

Ironicamente, agora a situação se repete. Quartas de final invicto, futebol ofensivo, donos da casa pela frente. O que será de Pekerman?

– Será uma partida ótima. São dois times que têm jogadores com intenção de jogar bem o futebol. Sair de um jogo difícil, como foi o do Brasil, aumenta a confiança. Está chegando à fase decisiva, e sabemos o potencial do Brasil, todo mundo sabe – analisou o treinador.

O discurso é de quem conhece bem o poderio do Brasil. Em 2005, Pekerman era o técnico da Argentina na final da Copa das Confederações. Voltou da Alemanha humilhado: 4 a 1 e show de Adriano Imperador.

A derrota, porém, não abalou o moral e a confiança dos argentinos em seu trabalho. Pekerman tem uma ótima reputação, principalmente pelas conquistas comandando equipes de base.

Pela Argentina, foi campeão mundial sub-20 em 1995, 1997 e 2001. Na primeira, derrotou o Brasil na final. Ajudou a formar jogadores como Riquelme, Saviola, D’Alessandro. Sua facilidade para trabalhar com os jovens é uma marca. Isso ajuda a explicar o sucesso do meia James Rodríguez, um dos craques da Copa e a arma colombiana. O camisa 10 tem 22 anos.

Pekerman assumiu a Colômbia em 2012, no início das Eliminatórias. Classificou-se em segundo, atrás apenas da sua Argentina. e Independentemente do que acontecer sexta, já é a melhor campanha da seleção cafetera em Copas. Um grande feito de Pekerman.

Opinião de Emiliano Sotomayor, do Diário Olé, da Argentina

"Pekerman é muito respeitado aqui na Argentina, sobretudo pelo trabalho nas divisões de base. Assim, ganhou lugar na principal. Em 2006, ele não perdeu, mas se criticou porque ele não colocou Messi no jogo contra a Alemanha. Ficou esperando. Foi uma das poucas coisas que se criticaram do trabalho dele.

Agora, é inédito o que faz com a Colômbia. Aumentou o potencial dos jogadores, como Jackson Martínez. Foi sua maior virtude, tudo que fez sem Falcao Garcia. Conseguiu explorar os outros. Aqui na Argentina, damos a Colômbia como uma das favoritas ao título do Mundial.

A partida contra o Brasil será muito parelha, a Seleção de Felipão ainda não mostrou tudo. A Colômbia chegando dessa forma pode ser uma das poderosas e com chance de título."

ELIMINADO EM 2006
Classificou a Argentina em primeiro lugar do fortíssimo grupo C, com Holanda, Costa do Marfim e Sérvia. Nas oitavas, passou pelo México e nas quartas caiu para a Alemanha nos pênaltis (4x2), após empate por 1 a 1. Messi, na época com 18 anos, ficou no banco. Ayala e Cambiasso perderam as cobranças.

PEKERMAN EM COPAS

Disputou nove jogos como técnico em Copas do Mundo, sem ser derrotado. Foram cinco pela Argentina em 2006 e quatro pela Colômbia este ano. Pela Argentina venceu Costa do Marfim (2 a 1), Sérvia (6 a 0) e México (2 a 1); empatou com Holanda (0 a 0) e Alemanha (1 a 1). Com a Colômbia venceu Grécia (3 a 0), Costa do Marfim (2 a 1), Japão (4 a 1) e Uruguai (2 a 0). Em ambas as Copas caiu no grupo C.