icons.title signature.placeholder Bruno Giufrida
14/11/2013
14:15

Perto do término do Campeonato Brasileiro, o Santos já definiu que o chileno Eduardo Vargas é um dos principais alvos para reforçar o time para a próxima temporada. O histórico recente, contudo, não é favorável ao atacante. Nos últimos dez anos, por exemplo, a grande maioria dos estrangeiros que passaram pelo Peixe não foi bem.

Desde 2003, 15 atletas de outros países vestiram a camisa do Alvinegro e apenas dois caíram nas graças da torcida santista. Maldonado, em 2006 e 2007, e Molina, em 2008 e 2009, foram os únicos estrangeiros que chegaram mais perto de conquistar a unanimidade positiva da torcida santista.

A lista dos que não conseguiram se firmar no clube, contudo, é bem maior: são os goleiros Henao e Tápia; os atacantes Tripodi, Sebastián Pinto, Renteria, Pato Rodriguez, Miralles, Frontini, De Nigris, Cuecas e Bolaños; o lateral-direito Fucile, que teve boas atuações, mas permaneceu grande parte do tempo lesionado; e o meia Petkovic.

Na história não tão recente, porém, os estrangeiros deram muitas alegrias à torcida do Santos. O uruguaio Rodolfo Rodriguez, com 255 jogos pelo Peixe, talvez tenha sido o maior goleiro dos 101 anos do clube. Mas outros tantos passaram pela Vila Belmiro e deixaram boas impressões.

Os principais estrangeiros que foram bem no Santos são: o goleiro Cejas, de 1970 a 1974, os atacantes Etchevarrieta e Kazu, em 1942 e em 1990, respectivamente, o volante Maldonado, em 2006 e 2007, o meia Molina, em 2008 e 2009, e o zagueiro Ramos Delgado, de 1967 a 1972.

Atualmente, o elenco do Alvinegro conta com dois atletas que não são brasileiros. O chileno Mena com a temporada em curso e o argentino Montillo veio no início do ano. O lateral-esquerdo e o meia têm sido titulares do time do técnico Claudinei Oliveira, e a torcida demonstra satisfação com ambos.

Já o alvo do Santos, Eduardo Vargas, está emprestado ao Grêmio e pertence ao Napoli (ITA). O Peixe já iniciou as negociações com o clube italiano, que detém os direitos econômicos do atleta. O empréstimo com o Tricolor gaúcho se encerra no fim do ano e não deve ser prolongado.