icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci e Russel Dias
16/11/2014
09:03

O Santos sofre para encontrar um substituto para Léo. Antes mesmo de o ídolo se aposentar, o que aconteceu em abril desse ano, o clube testou diversos jogadores na lateral esquerda, mas nenhum conseguiu corresponder à altura. Juan, Guilherme Santos, Gérson Magrão, Emerson Palmieri e vários outros passaram pelo setor. Nenhum conseguiu se firmar. Mena, titular da posição desde o meio do ano passado, vem sendo algo de críticas, e agora um novo Menino da Vila se apresenta como candidato a sucessor do Guerreiro: o jovem Caju, de apenas 19 anos!

No último domingo o garoto deixou o chileno no banco no clássico contra o Corinthians, e agora, com o rival na seleção, ele quer aproveitar as chances para se firmar de vez.

Titular neste domingo, contra o Cruzeiro, às 17h, na Vila Belmiro, Caju não vê Léo como um “fantasma”, mas sim uma fonte de inspiração.

– Ele e o Marcelo (do Real Madrid) são os melhores que eu vi jogando. São meus ídolos, admiro muito os dois – comentou o garoto, que já ultrapassou o também jovem Zeca na disputa por uma vaga como titular.

O fato de ter herdado o camisa 3 que era de Léo e estava vaga desde o primeiro semestre,  já é motivo de orgulho para a nova joia santista.

– É uma honra, estou realizando um sonho. Nunca pensei que um dia estaria vivendo esse momento – comentou o jovem, contratado após peneira no meio de 2013.

Se para o Peixe a reta final do Brasileirão serve apenas para cumprir tabela, para Caju os cinco jogos que restam são fundamentais para mostrar serviço e garantir espaço no grupo para a próxima temporada. Nesta tarde ele fará a sua 10 partida no time profissional.


Apesar de adotar discurso humilde e cauteloso, o jovem mostra confiança de que pode ser o tão procurado sucessor de Léo:

– O sonho de todo jogador é estar em um grande clube, e eu consegui isso, hoje jogo no Santos. Vou fazer de tudo para conquistar ainda mais o meu espaço como titular!

- Bate-bola com Caju, lateral do Santos, ao LANCE!Net:

Você sempre foi lateral-esquerdo? Desde quando joga na função?
Não, antes eu jogava mais avançado, como meia. Porém, um dia precisaram de um lateral e aí me chamaram. Isso já faz uns dois anos. Quando cheguei ao Santos já jogava nessa posição.

Se considera mais ofensivo, defensivo ou alia os dois estilos?
Confesso que me acho mais ofensivo, até por já ter atuado como meia. Acho que tenho mais facilidade para atacar, mas estou evoluindo na marcação.

Como vê essa disputa com o Mena por um lugar no time titular?
O Mena é um cara experiente, que foi titular na última Copa do Mundo. Aprendo muito com ele no dia a dia. Eu tento atacar e ajudar na marcação, recompor rapidamente. Ele, com toda a bagagem que tem, sabe a hora certa de atacar e a de ficar mais na defesa. Procuro me inspirar nele. A disputa por posição é natural, somos amigos.

Como recebeu a notícia de que seria titular no clássico contra o Corinthians no último domingo?
Clássico é um jogo especial e diferente. Já estava muito feliz de estar relacionado com o grupo para a partida, mas depois do almoço veio a notícia de que eu seria titular. Fiquei surpreso, confesso que não esperava. Estava ansioso e nervoso, mas graças a Deus isso não atrapalhou meu rendimento em campo. Uma pena que a vitória não veio, isso decepcionou um pouco.

O Enderson lhe elogiou e disse que você tem condições de ser titular. O que acha disso?
Eu tenho muito a agradecer ao professor. Ele é muito bom e me ensina bastante no dia a dia. Sonho em ser titular do Santos, mas no momento deixo a decisão para ele. Estou me esforçando, mas tenho de pensar não só em mim, mas no time.