icons.title signature.placeholder Marcio Porto
26/02/2015
16:32

Os problemas na venda de ingressos para o jogo entre São Paulo e Danubio (URU), no Morumbi, causaram transtorno e revolta dos torcedores tricolores. Entre demora para confirmação de pagamento, cobranças extras e falta de orientação no estádio, a torcida já reclama da nova empresa, a portuguesa SmartMov, mas a diretoria do clube faz questão de eximir a nova parceira de culpa.

- A primeira posição é pedir desculpa. Temos a noção do transtorno causado, fugiu ao controle do clube. Mas a mudança do sistema não aconteceu agora, vem sendo feita desde o início do ano. A empresa é muito boa. Não existe crítica, nem nada. Abrimos uma conversa com quatro ou cinco empresas e entendemos que essa era melhor, mais capacitada, uma empresa europeia, com jogos de Copa do Mundo aqui no Brasil. Tinha todas as credenciais para implantar o sistema sem problemas - disse o diretor de marketing, Ruy Barbosa.

O dirigente explicou que três sistemas estão envolvidos na venda de ingressos para jogos do São Paulo: o de sócio-torcedor, o da comercialização dos bilhetes (SmartMov) e um terceiro, que controla as vendas com cartões de crédito. Segundo Ruy, a maioria das falhas apresentadas no processo veio justamente desta terceira parte do sistema que. em teoria, não é de responsabilidade nem do clube nem da gestora do sistema de venda de ingressos. 

- Essa empresa faz a leitura dos cartões e confirma para o São Paulo se o cartão tá ok, se tem saldo, se é falso... Essa resposta chegou a demorar mais de quatro horas para chegar para o clube. Isso causou muito problema. Em algumas situações debitou a compra várias vezes. Não esperávamos tantos problemas na implantação real dos sistemas. Logo teremos um clássico com o Corinthians aqui (8 de março) e estará tudo resolvido. Não vamos descansar enquanto isso - lamentou.

Basicamente, a movimentação nas compras para o jogo com o Danubio foi feita por sócios-torcedores que compraram ingressos ou pacotes com preços promocionais para a Libertadores. Apesar dos benefícios, os participantes do programa (impulsionado pela promoção) encontraram muitas dificuldades, principalmente pela falta de informações. Poucos sabiam que precisavam trocar o voucher da compra online antes de entrarem no Morumbi - no sistema anterior, o sócio apresentava somente a carteirinha e, assim, tinha a entrada liberada.

- Vai valer a carteirinha, continua. Preferimos abrir a bilheteria física para o sócio-torcedor para atender à demanda. A regra é que é só pela internet, mas pelos problemas abrimos a possibilidade dele comprar no estádio. Aí tiveram que trazer o cartão para ser reconhecido como sócio e comprar com o desconto. Mas vai voltar ao normal: chegar e passar o cartão. E não será só isso. Vão poder comprar um lanche, bebida no estádio com esse cartão. Vamos ampliar - prometeu.