icons.title signature.placeholder Amélia Sabino e Eduardo Mendes
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28/07/2013
07:04

A relação tensa entre o Flamengo e Complexo Maracanã Entretenimento S.A coloca em dúvida a possibilidade de uma prorrogação da parceria a partir de 2014. Apesar de ter assinado uma carta de intenção com a empresa até o fim deste ano, o retorno do Flamengo ao estádio, após o jogo contra o Botafogo neste domingo, é incerto devido a desentendimentos sobre o documento e operação do novo Maraca.

O primeiro deles diz respeito à venda de ingressos. A Maracanã S.A. conta com os serviços da IMX para a operação dos bilhetes e exigiu que o Flamengo fizesse o repasse de 10% da receita da venda para um dos braços do Complexo.

O Rubro-Negro, porém, não terceiriza mais esse serviço e, como acontecia desde que rompeu o contrato com a BWA no início do ano, confeccionou os bilhetes.

Assim, o pedido foi ignorado pelo departamento de marketing do Flamengo. O setor justificou a recusa baseando-se no Estatuto do Torcedor, que determina que o mandante das partidas seja responsável pela emissão, venda e sistema contra falsificações e fraudes dos bilhetes colocados à venda.

Outro ponto de discórdia entre as partes envolve os prestadores de serviços. O Fla exigiu que os contratos com os fornecedores terceirizados pelo administrador do estádio fossem mostrados. O Maracanã S.A., entretanto, recusou-se a expor o documento, alegando haver cláusula de confidencialidade.

Além de não ceder ao pedido do clube, o Complexo ainda não disponibilizou o mapa do estádio para que o Flamengo colocasse no site, com o intuito de facilitar a compra por parte do torcedor.

Mediante aos empecilhos, o Flamengo não garante que usará o Maracanã para mandar as partidas do returno do Brasileirão. O clube, por ora, se faz valer do contrato acertado com o Governo do Distrito Federal, no qual prevê os cinco últimos jogos do turno da competição mais o clássico contra o Vasco, pelo returno, no Mané Garrincha.

Falta de internet provocou atraso nas vendas

Mais do que ponto de conflitos entre Flamengo e Complexo Maracanã Entretenimento S.A. sobre o acordo assinado, um outro agravante acontecido na semana colaborou para desgastar a relação.

A empresa determinou que o clube utilizasse as bilheterias 1 e 2 do Maracanã para vender ingressos a partir de quinta-feira. Antes de serem abertas, porém, os profissionais que foram até o local verificaram que não havia internet disponível, fato que atrasou o início da venda e causou confusão.

Os mesmos pontos foram usados na semana anterior pelo Fluminense, mandante do jogo contra o Vasco. A Outplan, parceira do Tricolor e responsável pela confecção dos ingressos, por sua vez, retirou o acesso à rede wi-fi pago por ela, pelo simples fato de não ter relação alguma com os clubes que jogam hoje no Maracanã.

Funcionários, então, tiveram de providenciar rapidamente modem 3G e 4G para poder dar andamento ao serviço.

Gratuidades e cortesias são entrave

A soma de assentos de gratuidades, cadeiras perpétuas e cortesias é outro fator que dificulta o entendimento entre Flamengo e Complexo para um acordo de longo prazo, por causa da receita decorrente da bilheteria. Para o jogo de hoje, por exemplo, a carga de gratuidade é de 11.821 ingressos, acima, inclusive, do que se pratica normalmente no estado do Rio de Janeiro, que é 10% da capacidade total do estádio.

Ao descontar o montante de cadeiras cativas e perpétuas, a capacidade negociável de assentos no Maracanã cai para perto de 74 mil lugares. Com as gratuidades, o montante comercializado cai para cerca de 53 mil ingressos para o clássico de hoje no Maraca.


Motivos do desentendimento

Venda de ingresso
O Complexo Entretenimento Maracanã S.A queria 10% da receita da venda das entradas. Fla negou com base na lei. Além disso, o fato de o clube ter feito a comercialização dos ingressos e camarotes não agradou à administradora do estádio.

Transparência
A diretoria do Rubro-Negro quis checar os contratos com fornecedores, que influencia na divisão final da receita total do jogo, que inclui a comercialização nos bares e lanchonetes do estádio. A empresa negou acesso aos documentos, alegando cláusula de confidencialidade.

Bilheteria
A falta de internet para a venda física de ingressos irritou funcionários do Fla.

A relação tensa entre o Flamengo e Complexo Maracanã Entretenimento S.A coloca em dúvida a possibilidade de uma prorrogação da parceria a partir de 2014. Apesar de ter assinado uma carta de intenção com a empresa até o fim deste ano, o retorno do Flamengo ao estádio, após o jogo contra o Botafogo neste domingo, é incerto devido a desentendimentos sobre o documento e operação do novo Maraca.

O primeiro deles diz respeito à venda de ingressos. A Maracanã S.A. conta com os serviços da IMX para a operação dos bilhetes e exigiu que o Flamengo fizesse o repasse de 10% da receita da venda para um dos braços do Complexo.

O Rubro-Negro, porém, não terceiriza mais esse serviço e, como acontecia desde que rompeu o contrato com a BWA no início do ano, confeccionou os bilhetes.

Assim, o pedido foi ignorado pelo departamento de marketing do Flamengo. O setor justificou a recusa baseando-se no Estatuto do Torcedor, que determina que o mandante das partidas seja responsável pela emissão, venda e sistema contra falsificações e fraudes dos bilhetes colocados à venda.

Outro ponto de discórdia entre as partes envolve os prestadores de serviços. O Fla exigiu que os contratos com os fornecedores terceirizados pelo administrador do estádio fossem mostrados. O Maracanã S.A., entretanto, recusou-se a expor o documento, alegando haver cláusula de confidencialidade.

Além de não ceder ao pedido do clube, o Complexo ainda não disponibilizou o mapa do estádio para que o Flamengo colocasse no site, com o intuito de facilitar a compra por parte do torcedor.

Mediante aos empecilhos, o Flamengo não garante que usará o Maracanã para mandar as partidas do returno do Brasileirão. O clube, por ora, se faz valer do contrato acertado com o Governo do Distrito Federal, no qual prevê os cinco últimos jogos do turno da competição mais o clássico contra o Vasco, pelo returno, no Mané Garrincha.

Falta de internet provocou atraso nas vendas

Mais do que ponto de conflitos entre Flamengo e Complexo Maracanã Entretenimento S.A. sobre o acordo assinado, um outro agravante acontecido na semana colaborou para desgastar a relação.

A empresa determinou que o clube utilizasse as bilheterias 1 e 2 do Maracanã para vender ingressos a partir de quinta-feira. Antes de serem abertas, porém, os profissionais que foram até o local verificaram que não havia internet disponível, fato que atrasou o início da venda e causou confusão.

Os mesmos pontos foram usados na semana anterior pelo Fluminense, mandante do jogo contra o Vasco. A Outplan, parceira do Tricolor e responsável pela confecção dos ingressos, por sua vez, retirou o acesso à rede wi-fi pago por ela, pelo simples fato de não ter relação alguma com os clubes que jogam hoje no Maracanã.

Funcionários, então, tiveram de providenciar rapidamente modem 3G e 4G para poder dar andamento ao serviço.

Gratuidades e cortesias são entrave

A soma de assentos de gratuidades, cadeiras perpétuas e cortesias é outro fator que dificulta o entendimento entre Flamengo e Complexo para um acordo de longo prazo, por causa da receita decorrente da bilheteria. Para o jogo de hoje, por exemplo, a carga de gratuidade é de 11.821 ingressos, acima, inclusive, do que se pratica normalmente no estado do Rio de Janeiro, que é 10% da capacidade total do estádio.

Ao descontar o montante de cadeiras cativas e perpétuas, a capacidade negociável de assentos no Maracanã cai para perto de 74 mil lugares. Com as gratuidades, o montante comercializado cai para cerca de 53 mil ingressos para o clássico de hoje no Maraca.


Motivos do desentendimento

Venda de ingresso
O Complexo Entretenimento Maracanã S.A queria 10% da receita da venda das entradas. Fla negou com base na lei. Além disso, o fato de o clube ter feito a comercialização dos ingressos e camarotes não agradou à administradora do estádio.

Transparência
A diretoria do Rubro-Negro quis checar os contratos com fornecedores, que influencia na divisão final da receita total do jogo, que inclui a comercialização nos bares e lanchonetes do estádio. A empresa negou acesso aos documentos, alegando cláusula de confidencialidade.

Bilheteria
A falta de internet para a venda física de ingressos irritou funcionários do Fla.