icons.title signature.placeholder Marcello Vieira e Maurício Ferro
22/11/2014
09:04

A derrota para a Chapecoense foi bastante sentida por jogadores e dirigentes do Fluminense. O time estava numa sequência positiva e até mesmo inesperada dentro do que era planejado internamente. Apenas não contava com este duro golpe sofrido na quinta-feira, no Maracanã. Agora, o ambiente é de lamentação. Embora o discurso coletivo seja de confiança, ela está em falta no vestiário e as incertezas preenchem o fim de uma temporada medíocre.

E entre estas incertezas está a permanência do técnico Cristovão Borges. O comandante ainda não renovou o contrato e não há unanimidade para os dirigentes de que ele seja o nome ideal para comandar o time no ano que vem. O LANCE! apurou com pessoas próximas à diretoria do clube que apesar de admirado pelos conceitos do futebol, o comandante está desgastado com a torcida e não tem um perfil vencedor claramente definido. Contudo, o mercado está escasso e o dinheiro em falta. Apenas apostas ou técnicos em baixa aceitariam ganhar hoje, os mesmos R$ 200 mil que recebe Cristovão.

Por falar em dinheiro, além das renovações que não irão ocorrer, o elenco já teve a informação de que o investimento da Unimed-Rio será pequeno. Para os jogadores, a percepção é a de que o dinheiro está acabando e a duradoura parceria pode estar no fim. Dessa forma, até atletas que têm contratos que vão além do fim do ano estão sondando o mercado em busca de propostas. O objetivo sempre costuma ser o de pensar a longo prazo, algo que parece não mais existir para o clube no futuro próximo. O planejamento do ano que vem não será fácil. Melhor que seja com uma Libertadores. Seria novo milagre.