icons.title signature.placeholder Guilherme Borini
15/03/2014
11:00

Ponte Preta e Gilson Kleina se encontrarão novamente às 16h deste sábado, no Pacaembu. Desde que deixou a Macaca para assumir o Palmeiras, em setembro de 2012, o técnico virou pedra no sapato da equipe de Campinas. Sob o comando do Verdão, foram dois jogos contra seu ex-clube e duas vitórias.

O primeiro duelo também aconteceu no Pacaembu e logo na segunda partida de Kleina pelo Verdão: triunfo convincente por 3 a 0, mas insuficiente na briga contra o rebaixamento no Brasileiro.

Já no ano passado, no segundo encontro da Ponte com seu ex-comandante, mais uma vez melhor para o treinador. Os campineiros eram os únicos invictos do Paulistão, com 16 jogos sem perder – igualando a maior sequência de invencibilidade da história do clube – e, na 17 rodada, parou no Alviverde, no Moisés Lucarelli: 2 a 1. A recepção dos torcedores a Kleina foi hostil, com diversos xingamentos, mas sem ocorrências mais graves.

Presidente da Macaca, Marcio Della Volpe entende o sentimento da torcida, mas garante que sua relação com Kleina não foi afetada com a saída na reta final de uma temporada.

– O Kleina é meu amigo pessoal. A torcida ainda guarda um resquício de sentimento de traição, mas é normal e isso sai com o tempo. Temos uma grande amizade extra-campo, nos encontramos sempre para conversar sobre futebol e outros assuntos. O Gilson é uma pessoa maravilhosa – disse o mandatário alvinegro, em entrevista ao LANCE!Net

Amigos, amigos, futebol à parte.

– Se existe esse tabu contra o Gilson, vamos quebrá-lo – concluiu.

Entre o fim de 2010 e setembro de 2012, Gilson Kleina dirigiu a Ponte Preta em 115 jogos, com 48 vitórias, 32 empares e 35 derrotas. Os principais feitos foram a conquista em 2011 do acesso à Série A e semifinal do Estadual no ano seguinte. Com 52,2 % de aproveitamento, teve o melhor rendimento nos últimos 15 anos. Desde sua saída, passaram pela Ponte Guto Ferreira, Jorginho, Sidney Moraes e agora Vadão.