icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
15/04/2014
18:10

O Icasa não entrou na Justiça Comum por um mero protocolo. A ação, que resultou em uma liminar conseguida nesta terça-feira, teve a CBF como "motivadora". Isso mesmo. Segundo o diretor de futebol do clube cearense, André Turatto, pesou o fato de a entidade ter admitido - em documento oficial enviado ao Verdão do Cariri - a irregularidade na escalação do volante Luan, do Figueirense.

- Temos aqui ofícios enviados pela própria CBF. Esse documento nos foi entregue quando buscamos informação. Esses e outros pontos nos sustentam - disse Turatto ao LANCE!Net.

O dirigente diz que a situação envolvendo o defensor do time catarinense foi descoberta por ele mesmo, ao analisar registros dos jogadores.

- Entrei no futebol como diretor há pouco tempo e sempre reparei que há muita desorganização, inclusive nossa - completou.

O LANCE!Net apurou que a reclamação do Icasa faz sentido em relação à ocorrência de irregularidade sobre a condição de jogo do volante Luan. o jogador entrou em campo pelo Figueira com contrato de empréstimo em vigência pelo Metropolitano.

A origem do problema se deu na Diretoria de Registros e Transferências da entidade. Em um teste no Boletim Informativo Diário (BID) no dia 24 de maio, a CBF desativou o contrato com o Metro, que expiraria em 31 de maio, retomando o vínculo com o Figueira. Mas posteriormente a entidade desfez a operação. Tarde demais, porque o Figueira já tinha entendido que Luan poderia entrar em campo contra o América-MG, no dia 28 de maio.

- Não sabemos se isso mesmo aconteceu, de reativação ou não. Mas temos provas de que não houve rescisão, o contrato do Luan acabou naturalmente, no dia 31 - acrescentou André Turatto.

No entanto, segundo o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, ainda que o jogador tenha atuado de forma irregular, o prazo para denúncia, previsto no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, foi perdido.

- Houve prescrição evidente, indiscutível. Quanto à irregularidade em si, existe indícios fortes que tenha ocorrido. Porém, se a CBF falha no seu controle interno - que sequer é obrigada a fazê-lo -, pelo regulamento, cabe aos clubes vigiar e acionar o STJD. O prazo máximo é de 60 dias da data do fato. O Icasa até poderia se dar bem, dependeria do julgamento. Mas chegou mais de 6 meses atrasado - disse Paulo Schmitt ao L!Net.