icons.title signature.placeholder Vinícius Faustini
26/11/2013
09:47

Autor do gol mais importante da história do Internacional, Adriano Gabiru conta, aos 36 anos, com a esperança para seguir no futebol. Após a consagração no Mundial de Clubes de 2006, o meia perambulou por Goiás, Sport, e foi do Guarani ao Guarany de Bagé. Até chegar ao Esporte Clube Esperança, clube amador da cidade de Nova Esperança, do Paraná (a 500km de Curitiba). Trajetória que soa estranha ao pensar que, cerca de sete anos antes, era chamado de "Rei de Yokohama" pelos colorados.

Em entrevista ao L!Net, o monossilábico Gabiru resume sua perambulação a um "tudo o que aconteceu foi tranquilo", lamenta não ter contato com campeões do mundo pelo Inter em 2006, e fala como ex-jogador profissional:

– Eles deviam se manifestar – afirmou, sobre o movimento do Bom Senso F.C.

O meia se mostra resignado a comemorar gols contra clubes como Ampére, Cacique e União Entre Rios, dá à bola da Liga Amadora de Francisco Beltrão o mesmo carinho que teve com a pelota que derrubou o Barcelona de Ronaldinho e Deco no Japão.

BATE BOLA COM GABIRU

Depois de atuar pelo Internacional, você foi para o Sport, atuou por Figueirense, pelo Goiás... Por que você acredita que o rumo de sua carreira foi este?

Ah, foi tudo bem, graças a Deus. Eu não tenho nada do que reclamar. Tudo o que aconteceu foi tranquilo.

Tem vontade de voltar a atuar como profissional?

Claro que tenho. Quero jogar, né? Todo jogador quer atuar no futebol profissional, com certeza.

É impossível falar de você sem lembrar do título do Inter no Mundial de Clubes de 2006. Como foi esta fração de segundos até chegar ao gol sobre o Barcelona? Deu aquele friozinho na barriga?

Friozinho dá em qualquer um. Mas estava no lugar certo e na hora certa para fazer o gol.

Você ainda tem contato com Ediglê, Índio, outros campeões do mundo em atividade?

Não, nunca mais tive contato com ninguém de lá. É complicado, mas isto acontece.

Você ficou marcado como "o autor do gol do Inter sobre o Barcelona". Quais outros gols você considera marcantes em sua trajetória?

Tem muitos, no Atlético-PR, no Cruzeiro. Fica difícil de falar.

Antes de chegar ao Inter, você jogou no futebol europeu. Como foi a passagem pelo Olympique de Marselha?

Fui para lá, joguei metade do Campeonato Francês, e depois voltei ao Atlético-PR. Acabei não me adaptando por lá não.

Como se deu esta sua chegada ao futebol amador?

Correu tudo bem, está tudo beleza. Muda o amador, a bola é a mesma.

Como é a rotina no Esperança?

Jogo só no dia de domingo, só. A chegada foi muito boa, graças a Deus. Fui muito bem recebido, está tudo legal, graças a Deus.

Quais são as grandes diferenças que tem entre o futebol amador e o profissional?

Tudo é igual, é pouco diferente. Tem torcedor, que cobra como em qualquer time profissional, tem tudo de profissional. A diferença é que a gente se concentra só no sábado para jogar no domingo.

O que você acha da atual situação do futebol brasileiro?

Pior que não estou acompanhando ninguém. Vejo só alguns jogos aqui em casa, mas não são muitos.

Esta rotina de atuar uma vez por semana coincide com a época em que os jogadores profissionais fazem o Movimento do Bom Senso F.C. Você acha que precisava ter manifestação dos atletas?

Com certeza, eu acho que é muito cansativo passar por um monte de viagens e tudo. Achei importante estes jogadores que disputam o Brasileirão irem lá, eles deviam se manifestar.