icons.title signature.placeholder Ivo Felipe
20/12/2013
19:15

A Seleção Brasileira feminina de handebol colocou de vez seu nome na história do esporte nacional nesta sexta-feira. A equipe comandada pelo técnico dinamarquês Morten Soubak bateu a Dinamarca pela segunda vez no campeonato, agora por 27-21, na Arena Belgrado, na Sérvia, e garantiu a inédita participação na decisão do Campeonato Mundial.

As seleções já haviam se encontrado na fase de classificação do Grupo B, no qual o Brasil saiu vencedor por 23 a 18. Desta vez, o domínio brasileiro foi tão grande quanto, e o time só ficou atrás no marcador no primeiro minuto de jogo, quando as dinamarquesas abriram o placar. Deste momento em diante, só o Brasil liderou.

Esta é a primeira vez que a Seleção consegue avançar das quartas de final de um torneio de grande calibre. Na Olimpíada de Londres, no ano passado, o time caiu ante as norueguesas - que se sagrariam campeãs olímpicas - nas quartas. Mesma fase que derrubou as brasileiras em 2011, no Mundial disputado em casa, no qual caiu ante as espanholas em pleno Ginásio do Ibirapuera.

A decisão do torneio está marcada para domingo, às 14h15 (de Brasília), também na Arena Belgrado (SER). É esperado um comparecimento maciço da torcida sérvio, que já colocou 18 mil pessoas no ginásio na partida de semifinal, na qual superaram a Polônia e carimbaram o seu passaporte para a decisão. Esta também é a primeira vez das sérvias em uma decisão de Mundial.

O JOGO

A experiência pesou. Como o técnico dinamarquês Jan Pytlik já havia previsto no dia anterior, esta seria uma vantagem das brasileiras. O time verde e amarelo controlou o início de jogo, como já havia feito na fase de classificação.

Se não abriu sete gols de diferença, a exemplo da primeira partida entre as equipes, a Seleção Brasileira conseguiu uma vantagem rápida de cinco gols. Aos 18 minutos de jogo, um gol de Alê Nascimento deixou o placar 10 a 5.

O técnico dinamarquês parou o jogo. A chamada que deu em suas comandadas deu resultado, e em curto período de tempo - seis minutos, as nórdicas trouxeram a diferença para apenas dois gols: 10 a 8.

Com os nervos no lugar e uma ótima atuação da melhor jogadora do mundo, Alê Nascimento, a Seleção voltou a se distanciar no marcador. As equipes foram ao intervalo com o placar em 14 a 10.

A segunda etapa foi ainda mais confortável para a Seleção. Rapidamente, o time dirigido por Morten Soubak ampliou o marcador. Chegou a ter oito gols de vantagem, quando fez 20 a 12.

Sem opções, a Dinamarca passou a atuar de forma mais agressiva na defesa, a fim de diminuir a vantagem brasileira no marcador. A orientação do técnico Jan Pytlik soou como desesperada, já que não havia outro meio de diminuir a vantagem.

De imediato, a tática até funcionou, e o time nórdico trouxe a vantagem brasileira para apenas quatro gols, com 11 minutos decorridos da etapa final de jogo.

Se o jogo não tornou-se complicado, em muito se deve à fantástica atuação da goleira brasileira Bárbara Arenhart. Foram ao menos seis defesas de alto grau de dificuldade no segundo tempo. 

Com nervos no lugar, um ataque funcionando e a defesa em grande noite, não houve como as dinamarquesas reagirem: 27-21 para o Brasil. Na final do Mundial Feminino. Na história do esporte nacional.