icons.title signature.placeholder Bruno Braz e Rodrigo Ciantar
07/12/2013
08:16

Era dia 12 de dezembro de 2004 e o relógio marcava 21 minutos do segundo tempo, quando Petkovic cruzou para o zagueiro Henrique, de cabeça, aliviar os corações cruz-maltinos, em São Januário. Nove anos se passaram e quis o destino que o Vasco tivesse de novo o Atlético-PR em um jogodecisivo contra o rebaixamento.

Herói naquela dia, Henrique, hoje aposentado do futebol, ainda tem aquela data viva na memória, que, para ele, foi a mais importante da carreira. Atualmente vivendo em Goiânia e administrando uma empresa que agencia a carreira atletas e outra de móveis planejados, o ex-defensor admite o nervosismo:

– Como todo vascaíno, estou sofrendo com a situação. É difícil, como foi em 2004, quando também tínhamos um elenco modesto. Aquele foi, sem dúvida, o gol mais marcante da carreira. Como vascaíno, poder marcar um gol e ajudar o meu clube, foi inesquecível!

Naquela ocasião, caso vencesse, o Atlético-PR tinha possibilidades de ser campeão brasileiro. Henrique destacou que a soberba do Furacão foi fundamental para motivá-los:

– O Atlético falou durante toda a semana que tomaria champagne em São Januário e comeria bacalhau. Aquilo ficou engasgado e, claro, o Joel Santana (técnico na época) trabalhou isso na preleção. Estávamos com muita vontade e, na raça, conseguimos passar por cima dos caras, porque na técnica seria difícil.

Embora enxergue dificuldade na situação atual do Vasco, Henrique afirma que o elenco do Atlético-PR, com Washington e Dennis Marques, era mais forte do que o atual, com Paulo Baier e Éderson. Confiante, aposta num novo herói para o duelo:

– Aposto no Cris. É um bom cabeceador e acho que tem melhores condições de repetir o que fiz em 2004.

Ligação para Lopes aliviar

Ciente de que nessa hora vale tudo, Henrique pensa até em ligar para Antônio Lopes, hoje diretor-executivo do Atlético-PR e que já foi o treinou no Vasco. O ex-zagueiro pedirá para o “delegado” pegar leve neste domingo:

– Ainda não falei com ele, mas vou dizer: “Sinto muito, mas pega leve que o nosso Vascão não pode sofrer isso aí”. Ele também é vascaíno e não pode deixar o Vasco nesta situação (risos).

Henrique, aliás, tem liberdade para brincar. O ex-defensor nutre um carinho especial por Lopes.

- Ele vai ser um eterno pai para mim. O Lopes que me lançou. Sou grato a Deus, primeiramente, e em segundo a ele, que me lançou no profissional – revelou.

Bate-Bola

Você acha que o Atlético-PR irá lembrar daquela partida de 2004 como forma de motivar?

Eles guardam até hoje porque foi inesquecível, está vivo na memória. Com certeza, deve servir de incentivo para eles, porque é comentado até hoje.

Qual a situação você acha mais complicada?

Aquele ia ser até mais importante, porque além da vaga na Libertadores, tinha um título em jogo. Agora, é só acesso a Libertadores. Eram duas em uma só.

O time de 2004 era melhor?

O time deles daquele ano era superior a esse, muito superior. Naquela época, eles tinham jogadores mais decisivos, a equipe estava mais certinha.