icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
18/06/2014
08:01

Pouca gente dava importância ao desconhecido Petros quando o Corinthians resolveu tirá-lo do Penapolense após o Campeonato Paulista desse ano. Esperava-se, no máximo, que ele fosse um reserva útil. Para a felicidade do técnico Mano Menezes, no entanto, o camisa 40 surpreendeu, e terminou a primeira parte do Brasileirão como titular incontestável e detendo números impressionantes.

O problema é que a concorrência no setor aumentará graças às contratações de Elias e Lodeiro, e o baiano de 25 anos já sabe que terá que mostrar ainda mais futebol para se manter entre os titulares. Para Petros, isso não é motivo de preocupação, e sim de trabalho. Tanto é que ele jura não ter parado de se exercitar nenhum dia durante as férias, e quer aproveitar o período de treinos em Extrema (MG) para provar que está em boas condições.

- Estou descansado, muito melhor condicionado, tranquilo e trabalhando. Já estou com saudades de ver a torcida vibrando quando eu roubo uma bola - disse o meia nesta terça-feira, no hotel-fazenda onde o Corinthians está hospedado.

Diferentemente do que ocorre no CT Joaquim Grava, atualmente em uso pelos jogadores da seleção do Irã na Copa do Mundo, a entrevista do jogador corintiano teve pouca badalação. Eram apenas duas câmeras apontadas para Petros, e somente quatro jornalistas no local. A calmaria da entrevista e o friozinho do Sul de Minas fizeram o jogador recordar um período recente de sua carreira e que, segundo o próprio, o projetou em cenário nacional.

- A região do Sul de Minas me acolheu muito bem. Em poucos lugares fui tão bem recebido, e hoje as pessoas que mais me ligam são de lá. Minas Gerais é um lugar bonito, de muita natureza. Já que estão tentando acabar com a natureza do mundo, aqui é um bom lugar para quem gosta de apreciar - elogiou o ex-jogador do Boa Esporte Clube, de Varginha.

Petros atuou pelo Boa entre 2012 e 2013, e fez 81 partidas. De lá, guardou amigos, saudade do tempero mineiro e até um certo carinho pelo clube que o deixa inconformado por trocar de elenco anualmente. Mas foi justamente em uma dessas trocas que ele veio parar no Penapolense e depois no Corinthians.

Serras, cachoeiras, pousadas, animais, trilhas e quitutes... Tudo isso Petros quer deixar para depois. Agora é hora de trabalhar para se manter no time.

Petros não estanhou a tranquilidade de Extrema (Foto: Gabriel Carneiro)