icons.title signature.placeholder Fábio Aleixo e Jonas Moura
14/03/2014
18:47

A renúncia de Ary Graça da presidência da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) no momento em que a entidade é alvo de acusações de desvio de dinheiro público foi motivo de questionamento para o central Gustavo Endres, do Kappesberg/Canoas, que também preside a Comissão de Altletas do Vôlei. Em entrevista ao LANCE!Net, ele indagou sobre o porquê da carta ter sido entregue nesta sexta-feira, logo após a ESPN Brasil publicar novas denúncias contra a entidade.

– (A renúncia) vem em um momento bem delicado para o vôlei. A CBV toda está sendo posta à prova, e ele acabou renunciando. Fica a dúvida do porquê ter sido neste momento, se tem mais alguma coisa por trás disso. Se já era sabido há algum tempo, por que divulgar a carta neste momento. Por que agora? Fica um ponto de interrogação – disse o central.

Gustavo tem sido um dos principais atuantes nas reivindicações por melhores condições aos atletas da modalidade, como um calendário mais justo, bem como por avanços na Superliga. Nesta semana, seu irmão Murilo, que defende o Sesi-SP, também se pronunciou lamentando os acontecimentos recentes. Gustavo afirma que o sentimento é de revolta.

– A verba (supostamente desviada) poderia ajudar a termos umas Superliga mais forte, assim como a Seleção e os clubes que passam dificuldades. Fica a revolta. Muitas equipes acabaram desde então. Sentimento de traição. Defendemos a Seleção por muito tempo e só quem está lá sabe o sacrifício que é. Fica o sentimento de indignação por terem nos usado em benefício próprio – afirmou o campeão olímpico em Atenas.

O ex-atleta da Seleção Brasileira expressou sua admiração pelos avanços no vôlei durante a gestão de Ary Graça, mas fez um pedido para que as investigações prossigam até que todos os responsáveis por possíveis irregularidades sejam punidos.

– Sempre fui admirador do Ary. Ele sempre fez o vôlei crescer. Deixo minha admiração, mas eu gostaria que todas estas denúncias fossem investigadas e os culpados punidos. Neste momento é importante limpar o nome do vôlei o mais rapido que puder e tentar fazer crescer. Fazer uma Superliga sadia financeiramente, com mais clubes sadios.