icons.title signature.placeholder Guilherme Borini
12/07/2014
17:21

O volante argentino Guiñazú, do Vasco, é conhecido pela sua irreverência e bom humor, sempre cativando as pessoas por onde passa. Em época de Copa do Mundo, as brincadeiras entre o hermano e os companheiros de elenco são inevitáveis. Com a seleção do seu país na final do Mundial, o jogador já entrou no clima da decisão e até arriscou cantar a mais popular música entre os argentinos no Brasil: 'Decime que se siente'.

- É uma canção que saiu de uma jogada contra o Brasil, que o Maradona driblou e o Caniggia fez o gol (Nas oitavas de final da Copa de 1990). O argentino é muito rápido com música, nas brincadeiras do futebol – disse o atleta, que cantou o hit, durante entrevista coletiva.

Guiñazú tem propriedade para falar da seleção argentina que está prestes a fazer história no Brasil. O jogador marcou presença em diversas convocações do técnico Sabella antes da Copa e está confiante no tricampeonato, diante da Alemanha.

- Eu conheço o treinador, conheço o grupo. A Argentina vai ser inteligente, vai esperar o que o técnico falar. A Argentina está preparada, mereceu chegar à final que fazia tempo que não acontecia. Nosso povo está feliz, os jogadores também, eles são merecedores. O treinador que faça a estratégia, os jogadores que estejam iluminados, porque em uma final é preciso estar iluminado, e esperamos que dê tudo certo, porque nós todos argentinos merecemos.

De joelhos, Guiñazú pede apoio à Argentina antes da final da Copa

- Acho a Alemanha muito forte, mas a Argentina tem grandes jogadores, sabe jogar em equipe, tem muita força interior. Estou acreditando nessa Argentina - declarou, mostrando confiança.

Para assistir à final, Guiñazú não quer agito, mas, em caso de vitória, a história muda e não será surpresa vê-lo em meio aos hermanos nas ruas do Rio de Janeiro.

- Vou assistir na minha casa, tranquilinho, quietinho, vendo a repetição dos lances, porque gosto de futebol, de assistir. Depois do jogo é outra coisa. Se tudo der certo, a gente encontra alguma coisa para fazer para dar um grito de alegria, porque ser campeão do mundo não é todo dia.

O volante não nega que gosta de fazer provocações sadias aos brasileiros do Vasco, mas sem passar dos limites, sobretudo após a vexatória derrota para a Alemanha nas semifinais.

- Brinco um pouquinho, mas temos que respeitar. O Brasil levou uma paulada. Nós somos jogadores e imagino como foi para quem participou, quem está no grupo. Levar uma pancada assim é complicado. Tem brincadeiras que dá para fazer e tem momentos que não dá. Estou feliz que a Argentina está na final, mas com calma – concluiu.