icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
22/06/2014
08:01

O país "parou" após o início da Copa do Mundo. Brasileiros e gringos estão lotando estádios, ruas, bares e praças de cada estado, cidade ou vilarejo. É baixo o número de pessoas que consegue ignorar a efervescência do evento. Uma delas viveu os últimos dias "reclusa" em um hotel-fazenda na cidade de Extrema (MG), e faz de tudo para não assistir aos jogos – ainda mais dos times sul-americanos.

Ele é Paolo Guerrero, peruano, 30 anos, com passagens por Bayern de Munique e Hamburgo (Alemanha) e Corinthians, campeão mundial de clubes em 2012, mas sem nenhuma Copa do Mundo disputada.

Durante o período de treinos do Timão na pacata cidade do sul de Minas Gerais, Guerrero conversou calmamente com o LANCE!Net, e admitiu profunda frustração por estar fora da Copa do Mundo com a seleção do Peru. Ídolo máximo do futebol no país, o atacante lembra com carinho das vitórias sobre o Chile, nas Eliminatórias, ou a Costa Rica, em amistoso. As duas seleções são as surpresas do Mundial que o Peru, novamente, ficou fora.

Mas a fé de Guerrero está depositada na Copa de 2018, a última em que ele pode chegar jogando em alto nível. E, claro, também no Corinthians, clube onde ele se sente confiante e confortável. Motivado, o peruano não deseja voltar ao futebol europeu, e quer mesmo fazer parte de mais uma geração vencedora do clube brasileiro. Não há motivos para ir embora se o próprio Corinthians já é um clube "europeu", na visão deste atacante bom de papo.

CONFIRA PARTE DA ENTREVISTA EXCLUSIVA DE GUERRERO AO LANCE!Net:

Atacante tem apenas quatro gols em 2014 (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Como está sendo o período de treinos aqui em Extrema?

É uma tranquilidade total para fazer a pré-temporada. Já temos uma base do começo do ano, mas agora é hora de fortalecer as pernas depois das férias. Estamos treinando bem e com foco no primeiro jogo, contra o Internacional, no dia 17.

Como o Corinthians chegará para o segundo semestre?

Chegará para conquistar todos os títulos que cruzarem nosso caminho. Temos material de trabalho, um bom time, foco, e a chance de vencer.

Você sente falta da Europa?

Não, não, não. Eu estou feliz no Corinthians. Claro que às vezes você quer jogar uma Champions League, mas estou feliz, quero ser campeão aqui outras vezes. Só penso nisso.

Algum motivo específico para não querer voltar à Europa?

O Corinthians já é um clube europeu. E isso não é de agora, é de muito tempo. A preparação física é diferenciada, de primeiro nível. Eu, por exemplo, estou muito bem. O trabalho no Corinthians é muito bom.

E sobre Copa do Mundo... está acompanhando? O que acha?

Tem muitas surpresas. A Costa Rica é uma delas. Eu também sabia da evolução do Chile, que até vencemos no Peru... Mas eu estou seguindo muito pouco, porque minha vontade era jogar a Copa do Mundo. Eu não queria assistir, queria jogar, mas não teve como...

Acha que um dia vai conseguir chegar lá? Talvez em 2018...

Espero mesmo que na próxima Copa eu possa jogar. Tenho minha última oportunidade, e vou fazer todo o possível para estar lá. Sei que temos um time muito jovem, muito bom, com os meninos crescendo e saindo para a Europa, isso é muito bom. Talvez eu realize meu sonho de jogar uma Copa do Mundo.