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25/03/2014
20:56

O desempenho pelo Bayern de Munique e os três títulos conquistados (Supercopa da Europa, Mundial de Clubes e Campeonato Alemão) deixa o técnico Pep Guardiola um pouco mais próximo do primeiro ano de trabalho pelo Barcelona. Nos parágrafos seguintes, o LANCE!Net pontuará semelhanças e diferenças para aquele período.

Treinador de uma equipe profissional pela primeira vez, em julho de 2008, Guardiola substituiu o holandês Frank Rijkaard e logo enxergou a necessidade de reformular o elenco. Medalhões como Ronaldinho Gaúcho, Deco, Edmilson e Zambrota deixaram o Camp Nou. Em contrapartida, promoveu os canteranos Pedro e Busquests, com quem havia trabalhado no Barcelona B.

Guardiola era um ponto de interrogação. Em maio de 2009, ele deu a resposta. Levou o Barcelona ao título espanhol, da Copa do Rei e da Liga dos Campeões da Europa. No final do ano, a equipe catalã levou o Mundial de Clubes, vencendo todos os títulos possíveis e reforçando a "perfeição" daquele tempo.

O período também marca a explosão de Messi no futebol. Pela primeira vez, o camisa 10 ganharia a Bola de Ouro.

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O Barça tinha como time base: Valdés, Daniel Alves, Piqué, Puyol e Abidal (Sylvinho); Busquests, Xavi e Iniesta; Messi, Henry e Eto'o. Os 11 titulares são quase os mesmos que venceriam os demais títulos da passagem de Guardiola pelo clube. A mudança mais significativa foi no ataque, com as saídas dos dois parceiros do craque argentino.

Quando foi apresentado como treinador do Bayern de Munique, em julho do ano passado, Guardiola já era mundialmente conhecido pelas 14 conquistas em apenas quatro temporadas de Barcelona.

No futebol, um dos ditados mais repetidos é: "em time que está vencendo não deve mexer". Ao contrário de 2008, Guardiola precisou "respeitar" o trabalho de Jupp Heynckes, afinal, o antecessor era o atual campeão da Bundesliga, Copa da Alemanha e Liga dos Campeões da Europa.

O espanhol não mexeu no time. Manteve os principais nomes e ainda fê-lo mais forte. No Bayern de Munique atual, os astros como Ribéry, Robben, Götze ou Mandžukić precisam encarar o banco de reservas, tamanho o leque de opções de Guardiola. Ninguém reclama ou faz cara feia.

A "resposta" de Guardiola a Heynckes foi dada na Bundesliga. Título com sete rodadas de antecipação e recordes do técnico alemão, aos poucos, caindo por terra. Em menos de um ano de trabalho, o espanhol também já levou Supercopa da Europa e o Mundial de Clubes.

No final de maio, Guardiola pode igualar a Tríplice Coroa do antecessor e encerrar a temporada com cinco títulos. Alguém duvida?