icons.title signature.placeholder João Matheus Ferreira
31/07/2014
06:00

De um lado, camisas brancas e apoio a Eurico Miranda. Do outro, blusas amarelas e coro para Julio Brant. Dentro de campo, um Vasco x Ponte Preta que acabou ficando em segundo plano, tamanha a "guerra fria" política que tomou conta da cadeira social de São Januário na noite da última quarta-feira. O "duelo" teve xingamentos e provocações, mas sem agressão física. Tudo visando a eleição presidencial do próximo dia 6.

As campanhas começaram do lado de fora do estádio, quando membros das chapas "Identidade Vasco", de Roberto Monteiro, "Sempre Vasco", de Julio Brant, e "Volta Vasco, Volta Eurico", do ex-presidente Eurico Miranda, entregaram panfletos e adesivos dos grupos. Os dois últimos chegaram a distribuir camisas, mas entre os candidatos, somente Monteiro "panfletou". Até então, apesar da proximidade de todos os grupos, não houve nenhum incidente.

Dentro do estádio, porém, não demorou muito para as provocações começarem. Ainda no primeiro tempo de jogo, membros do grupo de Julio Brant, posicionados à esquerda de quem entra na social, começaram a gritar "Ah, é Edmundo", exaltando o ídolo que é um dos idealizadores da chapa. No mesmo instante, integrantes do grupo de Eurico, à direita de quem entra, cantavam e pediam a volta do ex-presidente. 

Foi assim até o segundo tempo. De acordo com pessoas próximas ao local, os ânimos ficaram exaltados em alguns momentos e houve discussões entre simpatizantes de cada uma das chapas, mas não teve nenhum tipo de agressão física. O presidente da Unidos da Tijuca e grande benemérito do Vasco, Fernando Horta, acompanhou o jogo próximo a Eurico Miranda. Recentemente, declarou voto ao ex-presidente.

Os membros da chapa de Roberto Monteiro, em menor número do que os outros dois, se mantiveram isentos e não participaram das provocações. Dentro e fora do estádio, também não deu para perceber nenhuma campanha dos candidatos Nelson Rocha, da chapa "Vira Vasco" e Tadeu Correia, da "Vasco Passado a Limpo".