icons.title signature.placeholder RADAR/LANCEPRESS!
23/11/2014
12:19

A dispensa dos jogadores Emerson, Bolívar, Edilson e Julio Cesar, no início de outubro, fez com que o ambiente e o futebol do time do Botafogo piorassem ainda mais. Esta é a opinião do capitão do time, o goleiro Jefferson. Segundo ele, a medida tomada exclusivamente por determinação do presidente Mauricio Assumpção, influenciou também no desempenho dos atletas dentro de campo. O jogador afirmou ainda que a demissão dos colegas enfraqueceu a luta do elenco para receber os salários, que estão atrasados o ano todo.

- A partir do momento em que o Botafogo deixou de cobrar, foi aí que começou a cair. Porque o filho que você ama, você corrige, cobra, dá puxão de orelha. Então, a partir do momento em que os jogadores pararam de cobrar, é como se... Ah, então, entre aspas, ficou tudo elas por elas. A partir do momento em que a gente estava cobrando, assumindo a responsabilidade, o time estava envolvido. A partir do momento em que começou a minar um, minar outro, ameaçar um, ameaçar outro, o Botafogo começou a perder força - disse Jefferson, em entrevista à TV Globo, neste domingo, afirmando também que os companheiros dispensados fazem falta na luta contra o rebaixamento:

- Com certeza, com todo o currículo que esses quatro jogadores têm, com certeza eles acrescentariam bastante para esse grupo aqui.    

Na 19ª colocação na tabela classificação do Campeonato Brasileiro, o Botafogo enfrenta a Chapecoense, neste domingo, às 19h30, pela 36ª rodada, na Arena Condá, em Chapecó. Para Jefferson, o desânimo já tomou conta dos jogadores na luta contra o rebaixamento, que pode ser consolidado esta noite.

- Você chega hoje no vestiário e vê jogadores de cabeça baixa, com a autoestima baixa. Uns acreditam, outros já estão desesperançosos. O maior adversário do Botafogo, hoje, é o fator psicológico. O maior adversário do Botafogo hoje é entrar em campo com confiança, acreditando que a gente pode vencer - disse o goleiro.