icons.title signature.placeholder Fabricio Crepaldi e Thiago Ferri
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09/07/2013
10:22

Em um semestre, um meio de campo criticado, sem titulares definidos em vários momentos e que não inspirava confiança na torcida. No outro, um setor com jogadores experientes, estrangeiros e com várias competições internacionais no currículo, como a Copa do Mundo. É justamente essa mudança que começa a se desenhar no Palmeiras agora.

Com o retorno do chileno Valdivia, a estreia do paraguaio Mendieta e a contratação do uruguaio Eguren, o Verdão se prepara para ter um meio de campo quase todo gringo.

A chance dos dois primeiros serem titulares já na sexta-feira, contra o ABC, é grande. Já o último ainda precisará de mais alguns dias para estrear. Mesmo assim, quando estiver em condições, deverá ser o dono da cabeça de área da equipe.

E, mesmo sem nem sequer tendo treinado juntos, os três já têm entrosamento para ajudar o Palmeiras. Isso porque o Mago tem sido o principal amigo de Mendieta desde que ele chegou e os dois estão sempre juntos. Até a chegada de Eguren, com quem o paraguaio traz o convívio dos tempos de Libertad (PAR), último clube de ambos.

A partir de hoje, quando eles estiverem juntos pela primeira vez, o trio deverá ficar ainda mais próximo no dia a dia. Um dos motivos, claro, é a facilidade de comunicação por conta da língua.

Com a entrada dos gringos no time, o Palmeiras ganhará muita experiência em competições internacionais importantes, que todos eles têm no currículo (veja mais abaixo). Mas, além disso, eles mudarão a característica da equipe em campo.

Eguren chega para ser o primeiro volante de contenção que o time ainda não tem. Hoje, Márcio Araújo faz a função. Mas com o uruguaio o grupo terá um jogador de maior poder de marcação, que ficará mais na proteção dos zagueiros do que hoje.

Já com Valdivia e Mendieta juntos o Verdão passará a atuar com dois meias de criação, algo raro com Gilson Kleina no comando. Com eles, a equipe ganha em criatividade no setor. O próprio auxiliar Juninho, que comandou o time no último sábado, afirmou que com a dupla o Palmeiras ficará bem mais técnico.

A entrada dos três está bem encaminhada. Além de deixar o time com uma cara internacional, eles também deverão melhorar o Alviverde.

Experiência de sobra com o trio de gringos

Além da qualidade dentro de campo, a entrada do trio melhorará bastante o Palmeiras em um sentido: experiência internacional, não só pelas nacionalidades, mas pela bagagem em competições de fora.

O mais rodado dos três é Eguren. O uruguaio tem no currículo torneios importantes pela seleção de seu país, como a Copa do Mundo de 2010, a Copa América do ano seguinte, Eliminatórias, Copa das Confederações deste ano, entre outros. Além disso, em sua passagem por clubes da Espanha, Suécia e Noruega também jogou as competições nacionais e europeias. Na América do Sul, já disputou a Copa Libertadores em alguns anos.

Já Valdivia também jogou a Copa de 2010, pelo Chile, além de ter disputado Libertadores pelo Palmeiras e pelo Colo-Colo. Ele atuou nos Emirados Árabes alguns anos.

Mendieta, por sua vez, é o mais novo e menos experiente do trio. Mesmo assim, tem a Libertadores de torneio de expressão em seu currículo.

Estrangeiros que brilharam no Verdão

Echevarrietta
Talvez o melhor estrangeiro da história, o argentino também é o maior artilheiro entre eles. Jogou no Verdão de 1939 a 1942 e marcou 114 gols em 127 jogos.

Artime
Mais um argentino que brilhou no Palmeiras. Jogou entre 1968 e 1969 e marcou 48 gols em 57 jogos pelo Alviverde.

Arce
Maior ídolo estrangeiro recente, o lateral paraguaio fez parte do time campeão da Libertadores em 1999, entre outros títulos. Marcou 57 gols em 242 partidas e é o segundo maior artilheiro de fora.

Bóvio
Terceiro maior artilheiro estrangeiro, o também argentino jogou entre 1947 e 1949, marcando 56 gols em 73 jogos.

Barcos
O argentino jogou só um ano, mas fez 31 gols, ganhou a Copa do Brasil e virou ídolo. Passou a ser odiado ao sair.

Rincón
Fez parte de dois dos maiores times do Verdão: os de 1994 e 1996. Colombiano, venceu títulos e marcou 21 gols.

Em um semestre, um meio de campo criticado, sem titulares definidos em vários momentos e que não inspirava confiança na torcida. No outro, um setor com jogadores experientes, estrangeiros e com várias competições internacionais no currículo, como a Copa do Mundo. É justamente essa mudança que começa a se desenhar no Palmeiras agora.

Com o retorno do chileno Valdivia, a estreia do paraguaio Mendieta e a contratação do uruguaio Eguren, o Verdão se prepara para ter um meio de campo quase todo gringo.

A chance dos dois primeiros serem titulares já na sexta-feira, contra o ABC, é grande. Já o último ainda precisará de mais alguns dias para estrear. Mesmo assim, quando estiver em condições, deverá ser o dono da cabeça de área da equipe.

E, mesmo sem nem sequer tendo treinado juntos, os três já têm entrosamento para ajudar o Palmeiras. Isso porque o Mago tem sido o principal amigo de Mendieta desde que ele chegou e os dois estão sempre juntos. Até a chegada de Eguren, com quem o paraguaio traz o convívio dos tempos de Libertad (PAR), último clube de ambos.

A partir de hoje, quando eles estiverem juntos pela primeira vez, o trio deverá ficar ainda mais próximo no dia a dia. Um dos motivos, claro, é a facilidade de comunicação por conta da língua.

Com a entrada dos gringos no time, o Palmeiras ganhará muita experiência em competições internacionais importantes, que todos eles têm no currículo (veja mais abaixo). Mas, além disso, eles mudarão a característica da equipe em campo.

Eguren chega para ser o primeiro volante de contenção que o time ainda não tem. Hoje, Márcio Araújo faz a função. Mas com o uruguaio o grupo terá um jogador de maior poder de marcação, que ficará mais na proteção dos zagueiros do que hoje.

Já com Valdivia e Mendieta juntos o Verdão passará a atuar com dois meias de criação, algo raro com Gilson Kleina no comando. Com eles, a equipe ganha em criatividade no setor. O próprio auxiliar Juninho, que comandou o time no último sábado, afirmou que com a dupla o Palmeiras ficará bem mais técnico.

A entrada dos três está bem encaminhada. Além de deixar o time com uma cara internacional, eles também deverão melhorar o Alviverde.

Experiência de sobra com o trio de gringos

Além da qualidade dentro de campo, a entrada do trio melhorará bastante o Palmeiras em um sentido: experiência internacional, não só pelas nacionalidades, mas pela bagagem em competições de fora.

O mais rodado dos três é Eguren. O uruguaio tem no currículo torneios importantes pela seleção de seu país, como a Copa do Mundo de 2010, a Copa América do ano seguinte, Eliminatórias, Copa das Confederações deste ano, entre outros. Além disso, em sua passagem por clubes da Espanha, Suécia e Noruega também jogou as competições nacionais e europeias. Na América do Sul, já disputou a Copa Libertadores em alguns anos.

Já Valdivia também jogou a Copa de 2010, pelo Chile, além de ter disputado Libertadores pelo Palmeiras e pelo Colo-Colo. Ele atuou nos Emirados Árabes alguns anos.

Mendieta, por sua vez, é o mais novo e menos experiente do trio. Mesmo assim, tem a Libertadores de torneio de expressão em seu currículo.

Estrangeiros que brilharam no Verdão

Echevarrietta
Talvez o melhor estrangeiro da história, o argentino também é o maior artilheiro entre eles. Jogou no Verdão de 1939 a 1942 e marcou 114 gols em 127 jogos.

Artime
Mais um argentino que brilhou no Palmeiras. Jogou entre 1968 e 1969 e marcou 48 gols em 57 jogos pelo Alviverde.

Arce
Maior ídolo estrangeiro recente, o lateral paraguaio fez parte do time campeão da Libertadores em 1999, entre outros títulos. Marcou 57 gols em 242 partidas e é o segundo maior artilheiro de fora.

Bóvio
Terceiro maior artilheiro estrangeiro, o também argentino jogou entre 1947 e 1949, marcando 56 gols em 73 jogos.

Barcos
O argentino jogou só um ano, mas fez 31 gols, ganhou a Copa do Brasil e virou ídolo. Passou a ser odiado ao sair.

Rincón
Fez parte de dois dos maiores times do Verdão: os de 1994 e 1996. Colombiano, venceu títulos e marcou 21 gols.