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06/12/2013
08:04

O problema de atrasos salariais revelado pelo centroavante Hernán Barcos nesta quinta-feira só deixa claro o quanto as finanças do Grêmio passam por um momento delicado. Após a renegociação do contrato com a OAS, porém, o presidente Fábio Koff se anima com a redução do déficit anual, que estava calculado em R$ 90 milhões. Além disso, possíveis novas receitas também amenizaram o problema.

- O problema do Grêmio é mais de fluxo de caixa que de orçamento. O déficit orçamentário será profundamente abalado para menos com a renegociação da dívida e poderá cair ainda mais com a possibilidade da janela de transferências. Eu já passei por aqui e convivi com o déficit que teremos após a renegociação - destacou Koff.

Com a mudança no vínculo entre Grêmio e OAS, o clube ganhou o poder de comercializar novas cadeiras para associados. Além disso, o valor anual de R$ 43 milhões que teria de ser repassado passou a R$ 12 milhões no primeiro ano. A quantia aumenta com o passar do tempo.

- Não será só a redução com o desconto na dívida, mas criaremos alternativas de receita. Estabelecemos que o Grêmio vai receber cadeiras para vender e vamos agredir o mercado com ações de marketing em conjunto com a OAS - explicou Koff.

A saída de jogadores é quase uma certeza. O Grêmio criou "ativos" com contratações mais baratas no início do ano. Assim, pode realizar vendas, como a do zagueiro Bressan, pretendido por clubes da Itália, da Inglaterra e do leste europeu. A ideia é repetir a estratégia do início do ano, quando trouxe jogadores menos conhecidos, mas observados exaustivamente pelo clube.

- Nesse ano contratamos mais atletas para base do que para o principal. Vamos buscar lá estes jogadores com qualidade técnica para reforçar o time. Temos um grupo formado, vamos fazer contratações pontuais com criatividade, sem onerar o orçamento do clube, dentro de uma proposta em que se destina valores menores do que foi neste ano para o departamento de futebol - revelou o mandatário.