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27/03/2014
08:03

Abel opta por rodízio (Fotos: Ricardo Rímoli) Enderson é adepto do uso dos titulares sempre

A final do Campeonato Gaúcho não irá colocar apenas os dois rivais de Porto Alegre frente a frente em uma decisão depois de duas competições. Coloca também dois tipos de planejamentos diferentes neste início de temporada. Enquanto o Grêmio encara duas competições simultâneas e não poupa seu time titular, o Internacional rodou o elenco e utilizou em várias rodadas equipe totalmente reserva.

Tanto o lado vermelho quanto o lado azul utilizou times da base no início. Foram três jogos para cada lado com equipes sub-20, no caso gremista, e sub-23, no lado colorado. Depois, os técnicos do elenco principal deixaram claro suas diferenças.

Enderson Moreira opta por deixar a competitividade do elenco mais alta. O comandante usa sempre que pode a equipe titular. Mesmo em uma sequência de jogos quarta e domingo. Tem o respaldo do preparador físico Fábio Mahseredjian. Quando necessário, poupou titulares. Mas apenas em duas oportunidades, um time inteiro formado por reservas entrou em campo no Gauchão.

A equipe principal do Tricolor fez 12 jogos com o time titular no Gauchão. Em dois destes, alguns titulares foram poupados, contra Esportivo e Novo Hamburgo. Teve três empates, uma derrota e oito vitórias. Usou os reservas em meio a maratona de jogos quarta, sexta e domingo e quando havia viagem no dia seguinte para a disputa da Libertadores.

- Estamos mostrando que é possível, mesmo disputando duas competições, manter uma equipe qualificada e que busca o resultado. Que está sempre preparada para poder enfrentar os desafios. Jogar Libertadores e Gauchão não é fácil, mas demonstramos essa qualidade e merecedora de chegar na final

Tanto o comandante como a diretoria gremista comemoraram muito a classificação à final também por este ponto. A confirmação de que o planejamento estava correto. A vontade é de vencer o Gauchão para romper jejum que dura deste 2010.

- Dizer que é fácil, não é. Temos uma decisão a cada 72h. Não posso reclamar de algo que desejamos muito. Desejamos muito fazer essa final e ir bem na Libertadores - disse o diretor-executivo Rui Costa.

ABEL OBSERVOU GRUPO

O Internacional, por outro lado, teve uma rotina menos atribulada para seus titulares. Depois do começo com o sub-23, o time reserva foi o primeiro a entrar em campo no Gauchão. Os titulares fizeram oito partidas no Estadual, enquanto os suplentes jogaram seis partidas. Um rodízio que Abel Braga promoveu para ver os jogadores que tinha em mãos no elenco. Deu chance para garotos que se destacaram no sub-23 e pode observar reforços como Wellington Paulista e Ernando.

- Só jogo a Copa do Brasil depois que acabar o Gauchão. Eu queria (Libertadores), mas estamos fora. Paciência. O que o Grêmio acha, não sei, não posso responder pelo adversário - disse Abel Braga.

Ainda assim, com as diferenças na preparação e no caminho dos elencos, as duas equipes chegaram sem grandes dificuldades na final do Gauchão. Depois de duas edições da competição, o Gre-Nal volta à decisão - em 2013 o Inter foi campeão antecipado e em 2012 enfrentou o Caxias. O Grêmio não ganha desde 2010, o Inter busca o tetracampeonato consecutivo.

- Os dois times jogaram com regularidade o campeonato, por isso estão na final. Grupos diferentes, foram os primeiros. Ganhamos bem nas quartas e semi, eles também. É clássico. Tudo pode acontecer, as equipes se respeitam. Quem errar menos nos 180 minutos será vencedor - avaliou o zagueiro Juan.