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17/04/2014
16:52

Na última quarta-feira(16) aconteceram as partidas válidas pela segunda rodada do segundo turno da Série B do Campeonato Carioca. O destaque da rodada não ficou por conta da troca de liderança no grupo B, com o Americano agora na ponta, ou para um confronto específico , mas sim para um recorde que foi quebrado pelo goleiro Felipe, do América, no duelo contra o Americano, vencido pelo clube de Campos por 4 a 0, no Estádio Antônio Ferreira de Medeiros, em Cardoso Moreira, no Norte Fluminense.

O arqueiro alvirrubro viveu uma situação inusitada e não completou nem meio minuto em campo, tendo sido expulso apenas sete segundos após o início da partida. A equipe do América deu a saída de bola na primeira etapa e tentou aplicar uma jogada ensaiada, mas a tática não deu certo e resultou em uma dividida no meio do campo entre Alan, do América, e Franklin, do Americano. A bola acabou tomando a direção do gol do América e o atleta alvinegro ficou livre, somente com o golerio Felipe a sua frente, que no desespero, saiu da meta e foi encoberto, enquanto o jogador do Americano, após tocar a bola por cima do goleiro, caiu fora da área, devido ao choque com o goleiro. O zagueiro alvirrubro, Thadeu, conseguiu evitar o gol, mas o árbitro da partida, Leandro de Lima e Silva, assinalou falta de Felipe e considerando a jogada como uma chance clara de gol, expulsou o atleta do América da partida, com apenas sete segundos de bola rolando. Felipe afirma não ter tocado no adversário e acredita que o árbitro foi muito rigoroso.

Confira a jogada que resultou no lance capital:

A expulsão do arqueiro do América, logo aos sete segundos da primeira etapa, quebrou o recorde  de expulsão mais rápida do futebol brasileiro, que pertencia a Zé Carlos, do Cruzeiro. Em 2009, durante um clássico contra o Atlético-MG, o jogador desferiu uma cotovelada em Renan, do Galo, e viu o cartão vermelho aos 12 segundos de partida.

O ocorrido com o goleiro do América não é novidade e o LANCE!Net lembra de outras expulsões que acabaram marcando a história.

Inglês é retirado da partida em apenas 3 segundos

A expulsão considerada a mais rápida do mundo aconteceu em um jogo pela Liga Southern Premier, em 2008. David Pratt, atleta do Chippenham Town, realizou a façanha de ver o cartão vermelho lhe ser apresentado com 3 segundos de partida. Apesar de só ter ocorrido durante o segundo tempo, a expulsão do inglês é a mais rápida pelo fato do jogador só ter permanecido em campo durante 3 segundos, mas com tempo de bola rolando, a expulsão do goleiro do América-RJ, supera esse fato.

Na Grécia, jogador sai de campo com 7 segundos de atuação

Em 2013, Serge Djiehoua, jogador do Glyfada, cometeu uma falta logo no recomeço da partida contra o Olympiakos. Após sofrer um gol, na saída de bola o jogador foi expulso, tendo ficado apenas 7 segundos em campo, e sem acreditar, o costa marfinense saiu de campo rindo, inconformado.

Lionel Messi também integra a lista

O argentino também não escapou de entrar nessa seleção. A "pulga" recebeu o cartão vermelho com apenas 30 segundos de participação. Depois de realizar um Mundial sub-20 impressionante, Messi estreiava pela seleção principal contra a Hungria e foi expulso após dar uma cotovelada em Vanczák. O argentino passou o resto da partida chorando no banco de reservas.

Uruguaio detém o recorde em Copa do Mundo

Na Copa do Mundo de 1986, disputada no México, o uruguaio José Batista foi expulso aos 56 segundos do jogo contra a Escócia.



Expulsão mais rápida da Libertadores aconteceu em 2014

O meio-campo Alejandro Bernal, do Atlético Nacional, foi expulso aos 25 segundos da primeira etapa, na partida contra o Nacional do Uruguai.


Flamenguista revida agressões e é expulso na Libertadores

Falando em expulsões de Libertadores, não se pode esquecer da final da competição em 1981, entre Flamengo e Cobreloa. O volante rubro-negro, Anselmo, ficou poucos segundos em campo. Logo após entrar na partida, desferiu um soco contra o zagueiro Mario Soto, por ordem do então técnico da equipe, Paulo César Carpegiani. Com o resultado garantido e depois de um jogo inteiro apanhando dos chilenos, o jogador entrou apenas para revidar contra o mais violento da partida.

- Ele bateu muito em todos os jogos das finais. Tirou o Lico do terceiro confronto. Soto usava uma pedra na mão para agredir meus jogadores. No finzinho, faltavam cinco minutos e ele pegou o Tita. Chamei o Anselmo e disse para arrepiar o Soto. O problema é que ele não disfarçou e esperou o melhor momento. Pelo contrário, o Anselmo foi lá e deu um soco no meio da cara - contou Carpegiani ao LANCE!NET.

  Anselmo soca Mario Soto (Foto: Almir Veiga / AJB)