icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
21/11/2013
13:37

Empate no primeiro jogo da final da Copa do Brasil? O Flamengo já viu esse filme antes mesmo do confronto contra o Atlético-PR, e foram duas vezes, perdendo o título em ambas para Grêmio (1997) e Santo André (2004). A mais traumática e improvável foi contra o Ramalhão, em um Maracanã lotado. Diretor de futebol do time do ABC paulista na época, Sérgio do Prado classifica que o relaxamento rubro-negro após um resultado aparentemente vantajoso fez a diferença na decisão.

- Depois que o Flamengo empatou, fez o 2 a 2 lá no Parque Antártica, chamei o presidente e falei que seríamos campeões. Com o empate, o Flamengo iria relaxar. O gol de empate do Athirson deu o título ao Santo André. Ele fez o gol mais importante da história do clube - comentou Do Prado, hoje cartola do Rio Claro, no interior paulista, que ainda relatou:

- A festa já estava toda pronta, todo mundo cantando "Poeira". O Flamengo relaxou. Se tivéssemos ganho, o Flamengo iria se concentrar, vir para dentro no Maracanã lotado e meter uns três ou quatro.

O dirigente ainda contou ao LANCE!Net uma estratégia curiosa adotada pelo então técnico do Ramalhão, Péricles Chamusca.

- Ele foi muito esperto. O Péricles falou a semana inteira que não queria gol no primeiro tempo. Quem fizesse ele disse que iria tirar do jogo. Era 0 a 0 mesmo, porque, com esse resultado o Flamengo estava sendo campeão e ficaria relaxado. Ele montou esquema para não ter jogo no primeiro tempo. No segundo tempo, o Santo André foi para cima, fez um gol e o tempo virou contra o Flamengo - comentou Sérgio.


Elvis, Sandro Gaúcho e Cia calaram o Maracanã e também encheram os bolsos.

- Os jogadores se deram muito bem. Porque o presidente prometeu a eles que distribuiria as cotas pelo avanço de fases e o time foi passando. Na final, o Santo André ganhou R$ 1 milhão, que foi dividido. Cada um levou R$ 40 mil - revelou.

Para o duelo entre Fla e Atlético-PR, que farão o segundo jogo na próxima quarta-feira, novamente tendo o Maracanã como palco, Sérgio tem seu palpite:

- Nessa final, é questão de apetite. Quem tiver mais fome, leva. O Flamengo não tem que ter cuidado com o Atlético-PR, mas com ele mesmo. Se o Flamengo aprendeu a lição, não vai perder - finalizou.