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17/07/2014
15:50

Colunistas e editores do Grupo L! não têm dúvidas quanto ao equívoco da CBF - leia José Maria Marin - na escolha de Gilmar Rinaldi para ocupar o cargo de coordenador geral de seleções. Outra opinião coincidente: escolha foi feita rapidamente para virar a página do fiasco na Copa do Mundo.

Confira abaixo as opiniões de nossos especialistas e comente o assunto.

Humberto Peron, colunista:
"Escolha bem ruim. Se começa com Gilmar Rinaldi a revolução do nosso futebol para 2018 é melhor esperar a de 2022. Apesar de estar no futebol há muito tempo, Gilmar Rinaldi sempre foi agente de jogadores e não uma pessoa que administrasse um clube ou entidade. Numa época em que pedimos transparência na relação da seleção com os jogadores nunca se deveria ser colocar um agente - ou ex - para cuidar da convocação e escolha do treinador".

Eduardo Tironi, colunista
"O anúncio de Gilmar Rinaldi mais parece uma resposta rápida da CBF à sociedade do que feita com a ideia de reformulação na Seleção Brasileira. Na primeira entrevista Gilmar não mostrou nenhum projeto concreto. É cedo para cravar, mas aparentemente não virão grandes mudanças no futebol brasileiro".

João Carlos Assumpção, colunista:
"A escolha é equivocada e foi feita às pressas para tentar virar logo a página da Copa-2014. Gilmar não está à altura do cargo e dizer que o que mais o incomodou na Seleção foi o boné em homenagem a Neymar é risível. Dá o tom do que teremos pela frente. Assim como Gallo, tem o estilo conservador e autoritário de que Marin tanto gosta. Bonés, brinquinhos e outros adereços vão ficar em primeiro plano e as reformas de que o futebol brasileiro tanta precisa seguirão deixadas de lado. Não interessam à CBF".

Roberto Assaf, colunista, colunista:
O que mais impressionou na apresentação de Gilmar Rinaldi foi quando o ex-goleiro afirmou: "temos que avançar em algumas coisas que a comissão antiga não teve tempo de fazer".  Não teve tempo? O senhor Luiz Felipe Scolari e seus pares assumiram em 29 de novembro de 2012. Foram portanto 19 meses e 22 jogos até o começo da Copa.

Se isso não foi o suficiente, Gilmar já chega não só protegendo os que ocuparam seus cargos nesse período, como escancara a incompetência de todos eles, deixando evidente, ao fazê-lo, que o trabalho talvez não tenha sido tão ruim assim, e pior, transparecendo que de alguma forma o que pretende pôr em prática não será muito diferente.

Gilmar foi um bom goleiro, defendeu três gigantes do futebol brasileiro, Flamengo, Internacional e São Paulo, e estava no grupo campeão mundial com a Seleção em 1994, o que mostra que conhece futebol. Parece, no entanto, que a escolha da CBF foi apressada e política, ou política e apressada, a ordem dos fatores não altera o produto, visando apagar rapidamente as críticas à lamentável passagem do Brasil no Mundial - a mais fraca desde o pós-guerra - e que ainda bailam pelo ar.

Assim, o mínimo que se espera é que o novo coordenador não dê ao novo técnico o poder absoluto, e tudo que isso traz de ruim, ao futuro treinador, e que levou o senhor Scolari a jogar no lixo a nossa participação em sua segunda Copa caseira.

André Kfouri, colunista:
José Maria Del Nero, figura que engloba os presidentes da CBF, novamente se exime de suas responsabilidades ao anunciar Gilmar Rinaldi como coordenador de seleções. A CBF está preocupada apenas com a Seleção Brasileira, sua máquina de fazer dinheiro, em vez de investir recursos para recuperar o futebol no país. Mas essa é uma discussão mais ampla. Em relação a Rinaldi, fica a dúvida se sua atuação como agente de atletas não o distanciou do jogo em si. Há uma necessidade urgente de atualização e mudança de métodos, algo que não se alcança viajando para conhecer CTs europeus e assistindo a treinos de técnicos de ponta. Todo treinador da Seleção faz isso. Não é correto pré-julgar um trabalho, mas, a princípio, Rinaldi não me parece a opção certa. O que não surpreende se pensarmos em quem o escolheu.


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Carlos Alberto Vieira, editor:
Surpresa total. E uma escolha que em um primeiro momento não indica nenhuma revolução.  A impressão é a de que Gilmar recebeu o convite a toque de caixa, aceitou sem pestanejar e nem teve tempo de largar o trabalho de agente ja que ele o fez mandando emails aos antigos agenciados na véspera da apresentação. E suas respostas sobre boné que a seleção usou ou a reserva de Klose para justificar a coletividade foi brincadeira, né? Profundidade zero! A novidade, que o técnico será um brazuca, mostra uma imposicao de Marin e Del Nero, que nunca gostaram de um gringo no comando e  repete um discurso antigo. Sinceramente, a tal sintonia com a direção e a base que ele pregou afirmando que iniciou conversas nos últimos dias tambem soa estranho. Nao teve tempo pra isso. Provavelmente o primeiro papo foi o que eles tiveram quase sairam às pressas para uma reuniao apos a coletiva.

Rodrigo Cerqueira, editor:
"Não acho uma escolha correta. Precisamos de profissionais com Know-how na área, de pessoas com experiência em gestão. Gilmar até bem pouco tempo atrás era empresário de jogadores, só por este fato já soa estranho assumir um cargo na CBF. Esta era uma grande oportunidade de fazer uma revolução na gestão da entidade. Era uma oportunidade até para abrir espaço para intercâmbio de experiências".

Vitor Birner, colunista:
Por que não foi escolhido para a função alguém com experiência, formação técnica e bons trabalhos no currículo? Dinheiro a CBF tem de sobra. Pode contratar quem quiser. Que tipo de raciocínio pautou a decisão? Tenho informações para comentar sobre o Gilmar goleiro, superintendente do Flamengo e empresário. O capaz de coordenar a profunda mudança na seleção eu não conheço. No momento de crise, a cartolagem decidiu apostar, sabe lá Deus por qual motivo, numa incógnita. Os problemas do futebol brasileiro vão bem além do que se passa na seleção ou do boné usado por qualquer jogador. Até o novo funcionário provar o contrário, a opção de Marin tem cara de 'mais do mesmo'. É mais uma mostra da incompetência do ex-arenista.