icons.title signature.placeholder Carlos Antunes
24/07/2014
12:07

Invicto na carreira após sets lutas, Gilbert Durinho chegou ao UFC. Neste sábado, o brasileiro faz sua estreia contra o sueco Andreas Stahl, em duelo válido pelos meio-médios, no evento UFC: Lawler x Brown, que acontece em San Jose (EUA). A pouco tempo de pisar pela primeira vez no octógono mais famoso do mundo, o brasileiro está com a cabeça tranquila e a estratégia traçada.

Em bate-papo com o LANCE!Net, Durinho, que treina ao lado de Vitor Belfort na academia Blackzilians, adiantou que não pretende deixar seu adversário à vontade, para então imprimir seu jogo e estrear com o pé direito.

- Eu tento me botar como um guerreiro. A principal arma de um guerreiro é a espada, mas antes tem a lança, a faca... Estou melhorando muito em todos os aspectos e minha ideia principal é imprimir meu ritmo. Se a luta cair no jiu-jitsu, estou em casa e será melhor para mim. Mas a parte em pé está bem afiada. Vou entrar naquele octógno e colocar a minha pressão - disse, em entrevista por telefone ao L!Net.

Sobre a ajuda do Fenômeno antes da luta mais importante da sua carreira até o momento, o faixa-preta de jiu-jitsu não poupou elogios ao amigo e revela que seu auxílio está sendo fundamental para controlar a ansiedade.

- Essa é a melhor ajuda que posso ter. Nós temos muitos treinadores, mas só quem luta sabe o que é estar lá dentro e ninguém melhor que o Vitor para estar ao meu lado agora. Ele já esteve em alta, baixa e sabe como lidar com todas as situações. O Vitor me passa uma tranquilidade grande para me deixar bem a vontade na hora que fechar aquela porta do octógono. Posso dizer que ele está me blindando para chegar lá sem pressão nenhuma - completou.

Gilbert Durinho afirma que ajuda de ex-campeão foi fundamental para controlar ansiedade (FOTO:Reprodução)

Confira o bate-papo
Como está a expectativa da estreia no UFC?
Eu já competi muito no jiu-jitsu, então gosto demais desse clima e aproveito bastante esses momentos antes. Quero ter a certeza que as armas estão muito afiadas e vai sair tudo certo na hora do combate. Estou perdendo pouco peso e agora quero curtir ao máximo. É uma oportunidade que todos estão querendo e vou dar meu melhor para sair com aquele braço levantado no final.

Você pega um sueco que também faz a estreia e também é invicto. O que conhece dele?
Sei que ele vem do Wrestling, trabalha muito bem o clinche, procura as quedas. Mas ele é um cara que anda para frente, busca a luta, apesar de não ser um finalizador. Ele vai controlando a luta e acredito que tente me cansar, colocar para baixo. Estou com o jogo dele fixo na cabeça e sei o que tenho que fazer.

Você chega em uma categoria onde os brasileiros não costumam ter sucesso. É uma motivação a mais ser o grande destaque nos meio-médios?
É uma motivação minha também. Tem muitos ídolos brasileiros que estão parando e não terão mais muitos anos de carreira, então quero ser um ídolo dessa nova geração. Nessa categoria, a gana é maior ainda, já que ultimamente a galera não tem ido bem. Quero mostrar meu serviço, o quanto evolui e uso de tudo para me motivar.