icons.title signature.placeholder Daniela Caravaggi e Tamara Guimarães
11/04/2014
08:15

Às vésperas da Copa do Mundo, o gestor do Ituano, Juninho Paulista, lembrou de um episódio que marcou sua carreira também em uma véspera de Mundial, mas há 16 anos.

Era fevereiro de 1998 quando o atleta atuava pelo Atlético de Madrid. Segundo o ex-jogador, ele vivia uma das melhores fases de sua carreira e aguardava a lista de convocação de Zagallo, para a Copa da França, que sairia em maio. Em uma partida do Campeonato Espanhol, Michel Salgado, jogador do Celta de Vigo, deu uma entrada forte e acabou lesionando o tornozelo do jogador brasileiro.

- Na hora eu senti uma dor muito forte, mas achei que era algo simples. Quando foi constatado que tinha quebrado, tinha fraturado a fíbula, eu fiquei desesperado, principalmente quando o médico no primeiro momento me deu o tempo de recuperação que ele falou em 5 meses, e naquele momento era 1 de fevereiro, e a convocação iria acontecer em Maio. Chorei muito, a decepção foi muito grande, mas comecei a me recuperar. Comecei a ter esperança de novo. Consegui fazer dois jogos pelo Atlético de Madrid antes da convocação e tinha a convicção que estava recuperado. Foi então que saiu a lista e meu nome não estava. Esse acabou sendo o momento mais decepcionante - disse Juninho, em entrevista ao LANCE!net. 

Em 1998, o Brasil ficou com o segundo lugar da Copa. Em 2002, com a presença de Juninho na equipe comandada por Felipão, a Seleção Brasileira conquistou o penta. 

- São coisas que acontecem. A gente tem que passar para aprender. Em 2002 quando eu estava nós fomos campeões. São coisas que você só vai entender mais para frente. 

Juninho diz que não guarda mágoas do jogador, mas afirma que ficou decepcionado com a arbitragem do jogo naquele dia, que nem sequer expulsou Michel Salgado de campo.

- Eu não guardo mágoas. Ele tomou uma atitude que não deveria ter tomado. Não o conhecia. Ele teve todo o cuidado depois, queria ir no hospital me pedir desculpas, foi no vestiário falar que não tinha a intenção, mas é complicado. A maneira que foi essa jogada, a bola estava na frente, ele não visou a bola, visou exatamente a minha perna. É claro que ele não foi pra quebrar, mas foi para me derrubar - ressaltou e completou:

- O que a gente fica mais revoltado nem é com o jogador, é com a atitude da organização. O juiz que não o expulsou, eu acho que nem sequer deu amarelo, só deu a falta.

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