icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena
12/03/2014
09:04

O jogo desta quarta, às 19h30, contra o Vilhena-RO, é um ponto de interrogação para o Palmeiras. Além de não ter vídeos do adversário para analisar, algo inédito nesta temporada, o time não fez o reconhecimento do gramado do Portal da Amazônia, palco da partida. A maior dúvida do torcedor, porém, é: o Verdão está pronto para vencer o primeiro mata-mata sob o comando de Gilson Kleina e embalar rumo à sua terceira taça na Copa do Brasil? Para avançar logo de cara, basta vencer o atual campeão rondiniense por dois ou mais gols de diferença.

- O erro tem de ser muito menor, você precisa incorporar o espírito do mata-mata. Muitas vezes, você tem de jogar de acordo com o regulamento. E neste dia precisa estar atento, comprometido. Em um dia que não está legal, você é eliminado - disse ao LANCE!Net o comandante, derrotado em todos os quatro duelos eliminatórios que disputou no clube.

O primeiro adversário desta Copa do Brasil já foi superado. Interditado na segunda-feira por falta de documentação, o aeroporto de Vilhena voltou a operar, o que manteve a programação do Alviverde: treino em Cuiabá, nessa terça à tarde, e viagem à noite para Rondônia - na chegada, a recepção foi de gala. Se não fosse possível viajar de avião, o grupo teria de encarar estradas em más condições e várias horas em um ônibus.

Agora, será preciso vencer uma equipe desconhecida até para quem está mais próximo. Políticos, empresários, dirigentes, torcedores e jornalistas estiveram no último treino do Vilhena antes do jogo, mas apenas o técnico Marcos Birigui soube identificar todos os atletas e dizer quem são os titulares. Quatro vão estrear: o goleiro Dalton, o lateral-direito Portela e o atacante João, que começam jogando, e o volante Wertinho, reserva.

- Não tenho nenhuma informação visual. O nosso auxiliar fez um acompanhamento do Vilhena, e o que chama atenção é o meia deles, número 10 - indicou Kleina.

O jogador em questão é Edilsinho, maior artilheiro da história do Villhena com 32 gols em quase seis anos. Domingo, ele fez dois na derrota por 4 a 3 para o Brasiliense, que eliminou o clube da Copa Verde.

O campo também é um oponente a mais. Acostumado com o tapete do Pacaembu, o Palmeiras terá dificuldade para trocar passes no Portal da Amazônia. A grama é alta e grossa.

- Já pegamos as dimensões, o campo é menor e temos que nos adaptar rapidamente. Claro que quem está adaptado ao campo é o Vilhena. Se não for bom vai dificultar - completou Gilson Kleina, que vai mandar força máxima para o jogo.

Verdão não conhece a grama do Portal da Amazônia, que é grossa e tem buracos (Foto: Fellipe Lucena)

VEJA UM BATE-BOLA EXCLUSIVO COM GILSON KLEINA:

LANCE!Net: O Palmeiras não terá vídeos para analisar o Vilhena?
Gilson Kleina: Para esse jogo não tem vídeo, vamos com outro tipo de informação. Claro que a gente monitorou, e temos que ser competentes. É uma competição que nos atrai muito.

Muda muita coisa em relação ao Campeonato Paulista?
Você vem monitorando as equipes do Paulista e temos dificuldades de tirar informações do Vilhena. No campeonato de Rondônia, só temos sete equipes, eles jogam bem menos. Isso não quer dizer que não vamos passar informação. Se você sai do Paulista e acha que vai pegar um adversário fácil, pode ter surpresa. O Vilhena vai ter o mesmo respeito que os outros, até mais.

A Copa do Brasil será prioridade do Palmeiras a partir de agora?
A gente tem que aproveitar a Copa do Brasil para já colocar o foco na próxima fase do Paulista, em que você não pode errar. Na Copa do Brasil, se você for competente no primeiro jogo, tem condições de eliminar o adversário.

Você terá a chance de vencer seu primeiro mata-mata no clube.
É, não tinha pensado nisso... Mais uma vez temos que quebrar um tabu. Acho que, se mantivermos o nível, a chance de passar pelos mata-matas é muito grande. Mas temos exemplos de outros campeonatos, de que se naquele dia a equipe não estiver bem, se tiver erros individuais, tudo pode ser colocado a perder. O foco tem que estar bem aflorado.

Foi o que aconteceu na Copa do Brasil do ano passado. O time não estava em um dia bom?
Mesmo tendo feito a vantagem aqui, o Atlético teve chance de empatar. Sabíamos a dificuldade. Naquele jogo estávamos perdendo o Vilson para a Alemanha, tivemos lesionados, e enfrentamos o Atlético na melhor fase da sua preparação. Eles vieram muito fortes. Isso serve de exemplo, porque qualquer adversário mobiliza muito forte contra o Palmeiras. E ainda nos pegou numa noite infeliz.

As outras quedas também deixaram lições?
Sem sombra de dúvidas podem ser exemplos. Contra o Millonarios fomos remendados. Contra o Tijuana fomos com muita confiança, porque não tomamos gol lá, e todos tomaram, inclusive o campeão, que quase caiu para o Tijuana. O que eu digo é que se fizermos um grande jogo coletivo, com poucos erros, a chance de passar é grande.

RELEMBRE OS MATA-MATAS DE KLEINA:

2012 - Copa Sul-Americana
Gilson iniciou sua passagem pelo Palmeiras com três vitórias seguidas, uma delas sobre o Millonarios, por 3 a 1, na ida das oitavas da Copa Sul-Americana. Mas o jogo da volta foi um desastres: vários desfalques, atuação ruim e derrota por 3 a 0. Na sequência, time caiu no Brasileiro.

2013 - Campeonato Paulista
O Verdão, ainda em fase de reconstrução após o rebaixamento, enfrentou uma pedreira logo nas quartas de final. O jogo único contra o Santos, na Vila, até foi equilibrado e terminou 1 a 1, mas os donos da casa passaram nos pênaltis. Os atacantes Leandro e Kleber desperdiçaram suas cobranças.

2013 - Copa Libertadores
Time surpreendeu e terminou a fase de grupos no primeiro lugar de sua chave. No jogo de ida contra o Tijuana (MEX), um empate sem gols fora de casa deu ânimo extra ao torcedor. Mas uma falha grotesca de Bruno acabou com o sonho no Pacaembu: os mexicanos venceram por 2 a 1 e eliminaram o Palmeiras.

2013 - Copa do Brasil
Como disputou a Libertadores, o Palmeiras ganhou o direito de iniciar a Copa do Brasil já nas oitavas de final. De novo, o primeiro passo foi animador: vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-PR no Pacaembu. Na volta, porém, o Furacão não tomou conhecimento e venceu por 3 a 0. Paulo Nobre criticou o elenco.