icons.title signature.placeholder Roberto Assaf
09/11/2014
08:00

O Atlético ganhou o mineiro de 1936, mesmo ano em que levantou o título de Campeão dos Campeões do Brasil, em torneio contra o Fluminense-RJ, a Portuguesa de Desportos-SP e o Rio Branco-ES. Em 1937, nem Galo, nem Raposa: deu Siderúrgica, de Sabará. Em 1938 e 1939, novamente o Alvinegro. Assim, quando o campeonato de 1940 começou, o Palestra não o conquistava desde 1930, uma década. Até que em 1940 os dois rivais voltaram a travar uma nova decisão, a quarta entre ambos na história.

Foi novamente numa melhor de três. O time da colônia italiana venceu por 3 a 1, em 29 de dezembro, no Antônio Carlos, bairro de Lourdes. Marcaram Niginho (2), Alcides, descontando Paulo. Curiosamente, o Atlético também ganhou no campo do adversário, no Barro Preto, em 5 de janeiro de 1941, por 2 a 1, gols de Edgard e Resende, contra um de Djardes. Isto provocou o que chamavam de "negra", que teria obrigatoriamente que ser realizada em campo neutro, como foi, no novo estádio do América, conhecido por Alameda, pois estava localizado na Alameda Álvaro Celso, em Santa Efigênia.

Dadas as circunstâncias, a federação convocou o conceituado árbitro carioca Mário Gonçalves Vianna. A bola rolou em 12 de janeiro. O Palestra fez 2 a 0, gols de Alcides aos 16 minutos, e Niginho no começo do segundo tempo, e nem a pancadaria que aconteceu, com ação enérgica da polícia, foi capaz de mudar o placar. O time verde, vermelho e branco, treinado por Italo Fratezzi, o Bangala, jogou com Geraldo, Caieira e Bibi; Souza, Juca e Caieirinha; Nogueirinha, Orlando, Niginho, Carazzo e Alcides (Djardes). O Atlético, dirigido por Said Paulo Arges, perdeu com Kafunga, Linthon e Evandro; Cafifa, Jaime e Quirino; Edgard, Baiano, Paulo (Itália), Selado e Resende.

Leonízio Fantoni, o Niginho, 28 anos, e que integrou a Seleção Brasileira no Mundial de 1938, na França, continua sendo um grandes ídolos da história do Palestra.