icons.title signature.placeholder Roberto Assaf
13/11/2014
08:00

O futebol de Minas começou a mudar para melhor quando ganhou o extinto Campeonato Brasileiro de Seleções de 1962, derrotando duas vezes a Guanabara, por 1 a 0 em BH e 2 a 1 no Maracanã. Foi uma conquista curiosa, porque aconteceu em janeiro de 1963, quando Atlético e Cruzeiro estavam empenhados na decisão mineira do título de 1962, cujas partidas acabaram sendo agendadas para fevereiro de 1963. Logo, vários dos craques dos rivais estiveram envolvidos nas duas disputas.

O time que derrotou os cariocas no Rio na noite de 30 de janeiro formou com Marcial, Massinha, William, Procópio e Geraldino; Hílton e Amauri; Luiz Carlos (Nerival), Rossi, Marco Antônio e Ari. Ao fim da façanha, muitos se voltaram para a competição doméstica. As três partidas das finais de Minas tiveram como placo o Independência. O Cruzeiro venceu a primeira por 1 a 0, em 10 de fevereiro, gol de Dirceu Pantera. O Atlético ganhou a segunda por 2 a 1, dia 13, marcando Dinar e Nílson, descontando Nuno. E o Galo voltou a triunfar por 2 a 1, na terceira, dia 15. Rossi abriu o placar para os azuis. Dinar igualou. E Toninho desempatou na prorrogação. Era o 21º campeonato dos alvinegros.

O Siderúrgica, de forma surpreendente, levou o Mineiro de 1964 para Sabará, sepultando os tempos românticos. Com a inauguração do gigante Mineirão - ou Governador Magalhães Pinto - em setembro de 1965, lançando definitivamente o futebol do estado além de suas divisas e das fronteiras do Brasil. E o dono do estádio, naqueles primeiros tempos, foi efetivamente o Cruzeiro, penta regional de 1965 a 1969, e campeão da Taça Brasil de 1966, derrotando o poderoso Santos de Pelé.

Na realidade, só houve necessidade de decisão mineira uma única vez naqueles cinco primeiros anos de Mineirão, em 1967, cujos detalhes você conhecerá aqui no capítulo de amanhã.