icons.title signature.placeholder Carlos Alberto Vieira, Eduardo Mendes, Igor Siqueira e Michel Castellar
17/07/2014
18:48

O processo de integração entre as seleções principal e de base do Brasil tem como líder Alexandre Gallo. O então coordenador das categorias amadoras da Seleção e confirmado, ontem, por José Maria Marin, como o técnico nos Jogos Olímpicos de 2016, antecipou alguns pontos de um relatório elaborado desde o ano passado para expor o principal problema que atinge a transição na Seleção.

Gallo usou diversas vezes o termo em inglês “gap” para se referir ao ócio que afeta o jogador que completa 21 anos e não é mais aproveitado pela equipe sub-20. Sem ter rodagem, esse atleta corre o risco de ser esquecido em convocações para o time principal e fica “flutuando”.

– Vocês têm o exemplo de Diego Costa, Thiago Motta e Thiago Alcântara. Estavam jogando em alto rendimento, mas não estavam na nossa Seleção sub-20 e nem na principal. Nunca foi feita a unificação da categoria – alertou Gallo.

A ideia, portanto, é a partir de agora unificar a Seleção sub-21 à Olímpica e principal, tendo como base de fornecimento os jogadores da equipe sub-20. O ciclo culminaria, então, na formação da base do time que disputará a Copa de 2018.

– A ideia é levar esses jogadores para a Seleção Olímpica/principal. Seria fazer algo debaixo para cima. Algumas equipes que disputaram a Copa deste ano tinham uma formação com 40% do time olímpico – citou o coordenador da base.

Até os Jogos de 2016, segundo Gallo, serão 25 jogos. Nesse período, os mais novos ganharão “lastro” enquanto que ainda não é possível manter os jogadores da base por muito tempo durante um período de treinos na Seleção.

– Nos países sul-americanos, os atletas ficam segunda, terça e quarta com as seleções e depois voltam para os clubes. São, em média 120 dias, treinando com as seleções. No Brasil, ficamos com esses atletas durante 27 dias – comparou.

Quando foi convidado pela CBF, Alexandre Gallo acumulou os cargos de técnico dos times sub-15, sub-17 e sub-20. Atualmente, os dois primeiros times são dirigidos, respectivamente, por Caio Zanardi e pelo ex-zagueiro Cláudio Caçapa.

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Mudança na lei está em pauta

Alexandre Gallo teve um encontro com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e propôs uma mudança na Lei Pelé que afeta diretamente a base.

- O artigo terceiro diz que o jogador para ter contrato de formação precisa completar 14 anos. Antes disso, os clubes escondem os jogadores. Quando chegam na Seleção sub-15, os atletas não têm experiência de jogos internacionais. Enquanto que em países sul-americanos, a preparação começa quando têm 13 anos - explicou Gallo.

A BASE DE GALLO

Sub-15 e sub-17

Durante a gestão de Alexandre Gallo, as duas seleções fizeram 54 jogos desde fevereiro do ano passado. Foram 37 vitórias, 13 vitórias e quatro derrotas, todas do time sub-15.

Sub-20

A equipe entrou em campo 23 vezes e, por enquanto, está invicta. Foram 20 vitórias acumuladas e três empates. Nesse período, o time também conquistou quatro torneios.

Sub-21

Para ajudar no processo de transição, Gallo convocou o time sub-21 para disputar o Torneio de Toulon. O Brasil foi campeão em 2013 e 2014.

Sub-23

Alexandre Gallo será o responsável por dirigir o time olímpico em 2016. O trabalho terá continuidade a partir de escolha do técnico do time principal da Seleção.