icons.title signature.placeholder Jonas Moura
28/04/2014
21:21

A atitude em quadra nem demonstrou que se tratava de uma menina de apenas 19 anos em sua segunda final de Superliga. Ainda mais para quem tinha a responsabilidade de garantir o passe na mão de Fofão. Mas Gabi, apesar da pouca idade, fez bem o seu papel. Além de anotar 14 pontos contra o Sesi-SP, no domingo, no Maracanãzinho, ela permitiu à levantadora fazer a festa com o bloqueio adversário. O segredo? Foco na reta decisiva para fazer do fundamento que mais preocupava um arma poderosa.

– Não sei se fomos o time que mais treinou, mas trabalhamos muito nessa reta final. Às vezes tínhamos só uma folga por semana e ninguém reclamava. Sabíamos que o setor recepção era primordial para o time mudar a cara e trabalhamos. Com o passe na mão, a Fofão faz mágica. Vocês com certeza perceberam isso no jogo. Foi o nosso diferencial – comentou a atleta, logo após a conquista de seu segundo título nacional.

No ano passado, Gabi chegou ao time do Rio de Janeiro para ser reserva. Porém, diante das lesões da americana Logan Tom e de Natália, hoje no Vôlei Amil, a jovem conquistou um espaço de destaque no elenco de Bernardinho. Na final, contra o Molico/Osasco, em São Paulo, viveu a primeira experiência nesse tipo de partida e ajudou a Unilever a virar o jogo e faturar o título. Hoje, ela sabe que sua responsabilidade aumentou.

– É uma Gabi um aninho só mais velha, mas muito amadurecida. Peguei uma boa experiência ano passado na Seleção. Na minha cabeça, já sabia que teria que assumir uma responsabilidade maior no time dessa vez e me preparei para essa fase final para retribuir às jogadoras e à comissão técnica – contou.

Em uma final de oscilações, tanto da equipe carioca quanto do elenco da capital paulista, Gabi e suas companheiras precisaram colocar a cabeça no lugar. Depois de dois sets arrasadores, elas viram o Sesi-SP entrar com tudo na terceira parcial. Fora da quadra, Bernardinho já começava a perder a cabeça. Mas só internamente. A ponteira garante que uma boa conversa no intervalo bastou para o time retomar a concentração e selar a vitória.

– O time se perdeu um pouco no terceiro set. Nossa fisionomia mostrou isso. Mas todo mundo conversou e falou "é final, vamos lá" e voltamos com outra cara. O time é jovem, apesar de ter a Fofão. Achamos que o Bernardo ia dar uma bronca, mas ele só pediu para mudarmos a postura.