icons.title signature.placeholder Bruno Grossi e Rafael Bullara
05/04/2014
07:30

Das 8h às 17h de hoje, os sócios do São Paulo darão o primeiro passo para os novos caminhos que serão seguidos pelo clube nos próximos três anos. A sede social no Morumbi abrigará as urnas das eleições para o Conselho Deliberativo. A assembleia geral definirá 80 novos membros para o órgão, que se juntarão a 155 vitalícios. Todos com papel determinante para a eleição presidencial em 16 de abril.

Absoluta no século, a situação larga na frente. Tem vantagem entre os vitalícios, conta com o apoio de Juvenal Juvêncio, mesmo que o atual presidente tenha acumulado fracassos e inimizades no último mandato. Carlos Miguel Aidar reconhece o favoritismo, mas garante saber que o adversário está mais fortalecido do que os enfrentados por Juvenal: “Tenho pés no chão”.

O adversário é Kalil Rocha Abdalla, advogado como Aidar. O maior trunfo do líder da chapa SPFC Forte é a presença de Marco Aurélio Cunha como vice-presidente, maior motivo de preocupação para os ‘amarelos’ da Avança São Paulo.

O clima de tensão é evidente nos bastidores do clube. Seja em discussões sobre a reforma do Morumbi ou sobre a análise do balanço financeiro de 2013. Aidar já tem em Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, seu candidato à presidência do Conselho Deliberativo. Kalil, porém, preferiu esperar a assembleia de hoje para fazer os primeiros movimentos.

Os votos dos sócios serão disputados com intensidade, ânimos exaltados. Carlos Miguel Aidar e seus pares amarelos da Avança São Paulo buscarão aumentar a vantagem e administrá-la até o dia 16. Do outro lado, Kalil Rocha Abdalla e os vermelhos da SPFC Forte apostam em estratégia mais agressiva. É preciso tirar os anos e títulos de vantagem dados por Juvenal Juvêncio como sustentação à chapa rival e explorar os defeitos do presidente.

A votação será encerrada às 17h. A apuração dos votos, no entanto, deve acabar nas primeiras horas de amanhã. A madrugada será o cenário para as chapas manifestarem otimismo e tranquilidade para quem conquistar a maioria dos conselheiros. Apreensão para quem largar atrás na disputa presidencial.