icons.title signature.placeholder João Pires
28/12/2013
07:05

Quando a Superliga Masculina 2013/2014 começou, em setembro, havia a expectativa para assistir ao recém-criado time do Funvic/Taubaté em quadra. Porém, passadas as 12 rodadas, o clube paulista não correspondeu, venceu apenas uma partida e ocupa a incômoda lanterna da competição, com quatro pontos.

A única vitória da equipe até aqui foi contra a UFJF, na sexta rodada do primeiro turno. Neste sábado, às 18h, o Taubaté recebe o Sada Cruzeiro, em Taubaté, pela segunda rodada do returno da liga.

O Taubaté investiu, trazendo jogadores como o astro Giba, o cubano Jurquin, ex-Campinas, o ponteiro Ezinho, maior pontuador da história da Superliga, o oposto Leandrão, que estava no vôlei iraniano, e o central Thiago Barth, campeão com o Sesi-SP em 2011, além de ter jovens como o oposto Rafael e o levantador Quaresma, ambos convocados para a Seleção Sub-23 este ano. Entretanto, não funcionou.

- Estava fora dos planos este mau momento. Esperávamos mais do time, principalmente de alguns jogadores, como Ezinho, Leandro, Thiago e o cubano (Jurquin) também não foi nada bem. Mas é a primeira Superliga do time, tem jogadores que são jovens e nunca haviam jogado - explicou Ricardo Navajas, supervisor do Taubaté, ao LANCE!NET.

Eliminado nas quartas de final do Campeonato Paulista para o São Bernardo, em setembro, o time sofreu mudanças em seguida. Primeiro, deixaram a equipe os ponteiros Jurquin e Lukianetz, assim como o técnico João Marcondes, que pediu demissão. Cézar Douglas assumiu o time, que em outubro contratou o central americano Dan McDonnell.

Em novembro, veio a última mudança. Giba rescindiu seu contrato após apenas quatro jogos pela equipe e foi jogar nos Emirados Árabes. Em meio a tudo isso, o time paulista tenta se reabilitar na Superliga.

- O Giba foi uma oportunidade que tivemos. Ele veio, tentamos dar uma força, ele estava desacreditado. Começou a entrar em condições, mas foi embora. Não foi uma decepção. O Cézar está trabalhando para o time evoluir e ganhar alguns jogos. Está difícil, mas se os experientes jogarem o que podem, temos condições de reagir - completou Navajas.

BATE-BOLA
Ezinho
Jogador de 34 anos e tetracampeão da Superliga Masculina pelo Minas

Como está repercutindo no grupo esta má campanha do Taubaté?
Este não era o nosso objetivo, sonhávamos em brigar pela classificação. Isso não aconteceu no primeiro turno, foi péssimo. É complicado falar neste momento. A gente mexeu bastante, não é nenhuma desculpa, mas não conseguimos fazer o nosso melhor. Com a sequência de derrotas, veio a insegurança.

Ainda acredita em uma reação?
A gente sabe que estamos em situação complicada, mas podemos mudar e conseguir a classificação. Precisamos pensar set a set. Não vamos largar o osso. Ano passado, quando eu jogava no Volta Redonda, também estávamos em situação complicada. De cinco partidas, precisávamos ganhar quatro, mas conseguimos a classificação.

É o seu ano mais difícil no vôlei?
Pela posição na tabela, é um ano dificil para mim e todos os atletas, especialmente aqueles acostumados com o topo da tabela, como eu.

A saída do Giba efetivou a crise no Taubaté?
Muitos aspectos podem ter influenciado e não apenas o Giba.