icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci, Eduardo Moura e Felipe Bolguese
11/12/2013
14:17

Em reunião na noite da última terça-feira, o fundo inglês Doyen Sports acertou a compra do atacante Leandro Damião, de 24 anos, do Internacional. O grupo de investidores está alinhado com o Santos, que deve anunciar o jogador como reforço nos próximos dias. O clube paulista deve ter participação em uma venda futura do centroavante.

A ideia inicial era desembolsar cerca de R$ 13 milhões pela operação, além de incluir um jogador, provavelmente o volante Arouca. Como o Inter se mostrou irredutível e só aceitou negociar em dinheiro, a compra foi em cifras muito maiores, pouco mais de R$ 42 milhões. O Colorado detinha 70% dos direitos econômicos do atleta, enquanto a parte restante pertencia ao Atlético Ibirama (SC), clube formador de Damião.

O atacante deve ser o primeiro reforço do Santos na temporada. O clube pretende também bater o martelo nos próximos dias na contratação do chileno Eduardo Vargas, que deve assinar empréstimo de um ano e meio. O meia Diego, do Wolfsburg-ALE, também está na mira do Peixe e já tem até luvas acertadas: R$ 5 milhões por três anos de contrato.

Antes de chegar ao Colorado, Damião passou pelo Atlético de Ibiriama-SC e pelo Marcílio Dias. Na equipe do Rio Grande do Sul, o atacante chegou, inclusive, a disputar 17 partidas pela Seleção Brasileira, marcando três gols.

O camisa 9 tinha contrato com o Inter até setembro de 2017. No entanto, caiu de rendimento e já não gozava de prestígio com a comissão técnica e a diretoria coloradas. O clube gaúcho quis negociá-lo para quitar as dívidas e reduzir a folha salarial. Somou-se a isso o mau desempenho de Damião em 2013 e o fato de alguns membros da comissão técnica considerarem que ele não é "de grupo".

SANTOS E DOYEN: INIMIGOS OU PARCEIROS?

Recentemente, o Doyen Sports participou da venda de Felipe Anderson para a Lazio, da Italia. O fundo ajudaria o Peixe também a trazer o lateral-direito Cicinho, que estava na Ponte Preta. No entanto, a diretoria santista não aceitou as exigências feitas pela empresa. Assim, teve de arcar com a maior parte do pagamento: R$ 5 milhões, enquanto a Teisa (Terceira Estrela Investimentos) pagou R$ 1,5 milhão.

Na época, um dirigente alvinegro que pediu anonimato disse que "não se faz negócio bom com gente ruim", se referindo ao Doyen. Já o presidente Odílio Rodrigues tentou colocar panos quentes na polêmica.

Renato Duprat já foi parceiro, inimigo e agora voltou a ter bom trânsito na Vila Belmiro. Ele herdou o Unicór, grupo do ramo de saúde que patrocinou o Santos de 1995 a 1999 e teve liquidação decretada em 2001. À frente dos negócios na época, o empresário foi acusado pela CPI do Futebol de deixar uma dívida de R$ 1,2 milhão no Peixe quando saiu. Ele voltou a negociar com o Alvinegro em 2011, quando o Doyen comprou 50% dos direitos do meia Felipe Anderson.