icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
16/07/2014
19:30

A iminente desistência da diretoria corintiana em reforçar o elenco com o atacante Marcelo, do Atlético-PR, incomoda o técnico Mano Menezes. O comandante já havia falado sobre a "quarta opção" que desejava após a saída do volante Guilherme para a Udinese, da Itália, mas o clube esbarrou nos 5 milhões de euros (R$ 15 milhões) que o Furacão cobra por 50% dos direitos e avisou que o elenco está praticamente fechado para o segundo semestre.

Nesta quinta-feira, dia anterior à partida contra o Internacional que marca o reinício do Campeonato Brasileiro, Mano disse que o setor ofensivo pode ser um problema na sequência da temporada. O Corinthians, que liberou o garoto Paulinho para atuar até o fim do ano no América-RN, por empréstimo, conta com outras cinco peças no setor: Guerrero, Romarinho, Ángel Romero, Luciano e Malcom. O questionamento do treinador não é sobre a quantidade de jogadores ou sua qualidade, mas sim sobre uma questão que pode surgir nos próximos meses.

- Temos uma situação que no futuro pode nos remeter a um grau de dificuldade: temos dois atacantes estrangeiros e os dois jogam em suas seleções. Como logo ali na frente vamos ter o retorno das competições sul-americanas, Eliminatórias e até jogos amistosos em datas Fifa, que não paramos, podemos ficar sem dois atacantes. E assim ficaríamos com dois a menos em jogos possivelmente importantes, se considerar que valem a mesma coisa lá na frente. Isso que temos que pensar em resolver. Ainda - discursou o treinador, aparentando inquietação.

Mano pede um atacante para completar o elenco desde o Campeonato Paulista, mas ainda não foi atendido. A diretoria fez esforços para contratar Marcelo, revelação do Campeonato Brasileiro de 2013, mas esbarrou nos valores pedidos pelo Atlético-PR. O jogador está concentrado e deve fazer nesta quarta-feira sua sexta partida no torneio - assim, caso entre em campo mais uma vez, não poderá mais se transferir para outro clube no Brasileirão.

O clube ainda tem esperança remota de investir os R$ 3,6 milhões da venda de Guilherme à Udinese para tentar compor os R$ 6 milhões que o Atlético-PR exige pela entrada. No entanto, a negociação já é dada como perdida pela diretoria corintiana.