icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
11/02/2015
00:11

Não foi a estreia que a torcida esperava. Apoiado e empurrado pelo pequeno, mas presente público no Ginásio do Ibirapuera (SP), Thomaz Bellucci (100º) sofreu um apagão no terceiro set e viu a chance de vitória escapar pelos seus dedos. Frustrado, ele afirma não ter feito uma partida ruim, apenas abaixo do eslovaco Martin Klizan (38º).

- Não foi demérito meu. Não achei que joguei tão mal, tudo para fora. Ele jogou algumas bolas melhor. Tem o desgaste natural do jogo e ele administrou melhor isso. Tive algumas dificuldades e deixei algumas bolas claras para ele. Mérito dele. Faltou um ponto. Se eu ganhasse, a história seria diferente. Mas o tênis é assim, tudo no detalhe - comentou Bellucci.

Visivelmente chateado, o brasileiro não escondeu o nervosismo por ter perdido mais um jogo no fim. Após vencer o primeiro set jogando um tênis de alto nível, foi batido no segundo e, no último, abriu 4 a 1 e tomou a virada para 7 a 5.

- Ele ganhou confiança depois de me quebrar. Faltou um ponto. Claro, fico frustrado e chateado de não ganhar hoje. Mas não tem que ter muita mágoa. Fiz um bom jogo - disse.

Na chance que teve para fechar o jogo, desperdiçou. Ainda assim, nem tudo é perdido. O tenista ainda disputa o Aberto do Rio de Janeiro, antes de seguir para Buenos Aires. Chance de título (e retratação) na frente da torcida? Pelo menos é o que Bellucci espera.

- No match point tem mais nervosismo, tensão, mas estou acostumado. No ano passado, na Copa Davis, passei por isso e lidei bem. Não foi um match point jogado no lixo, ele jogou bem. A partir da manhã já começo a me preparar melhor para o jogo para tentar fazer um bom Aberto do Rio. - A torcida me apoiou muito. A culpa não é deles - completou, comentando sobre a "desanimada" da torcida no fim do duelo.