icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
18/02/2015
09:54

Frank Mir não é o tipo de lutador que esconde a confiança que tem em si mesmo. Naturalmente de queixo alto e peito aberto, o americano fala o que pensa sem pápas na língua e chega a ser soberbo quando o assunto é Rodrigo Minotauro. No passado, ambos foram treinadores do The Ultimate Fighter e iniciaram uma rivalidade que, após duas lutas, só renderia bons resultados ao americano. Mir foi o primeiro homem na história a nocautear e o primeiro a finalizar Minotauro dentro do octógono. Antes de enfrentar Antônio Pezão, na luta principal do UFC de Porto Alegre, que acontece neste domingo, Mir falou sobre um possível novo combate com o baiano. 

Durante um jantar com a imprensa em Las Vegas (EUA), onde acompanhou o UFC 183, Frank foi sincero quando perguntado se enfrentaria o peso pesado brasileiro uma terceira vez no Ultimate.

- Sinceramente... Se algum dia eu lutar com Minotauro de novo, eu só o farei como um favor a ele. Tenho muito respeito por ele, mas não tenho mais nada a ganhar. Já o bati duas vezes. O nocauteei e quebrei seu braço. O que mais posso ganhar nessa luta? Eu o superei. Em uma terceira (luta), teria tudo a perder, mas ele é um lutador que respeito e se ele quiser uma terceira luta, eu nunca diria não a ninguém, enfrentaria qualquer um. Se isso o faz feliz como sendo a sua última luta, então nós poderíamos lutar no Brasil. Ele é um grande guerreiro, por que não ir, pelo menos, até o seu país? Não estou dizendo isso porque sou ambicioso, não quero essa luta. Por que enfrentaria alguém que já derrotei duas vezes? - disparou o americano.

Mir quebrou o braço de Minotauro em dezembro de 2012 (FOTO: Divulgação/UFC)

Mir ainda defendeu o brasileiro ao falar sobre a pressão que o lutador sofre para se aposentar do esporte. Segundo ele, o baiano ainda pode seguir lutando.

- Eu diria que é um pouco triste, pois as pessoas já têm essa ideia sobre ele, e isso aconteceu em um momento da carreira em que as pessoas poderiam dizer “Oh, ele foi pego, mas poderia ter mais lutas”. Mas o que aconteceu nesse momento da carreira dele foi: “Ah, ele não serve mais para isso”, e, na verdade, ele estava indo bem na luta (contra Roy Nelson), sua movimentação de pé estava boa, suas mãos também - explicou.