icons.title signature.placeholder Bernardo Cruz e Guilherme Cardoso
01/02/2015
07:58

Desde o dia 15 de janeiro, data do início do Campeonato Mundial masculino de handebol do Qatar, um assunto praticamente dominou o noticiário: a naturalização dos jogadores entre os donos da casa. Afinal, dos 16 inscritos, nove não nasceram no país. Mas isso não é algo específico da seleção qatari. A França, a outra finalista do torneio neste domingo, também conta com atletas nascidos em outra região.

A estrela francesa Nikola Karabacic, armador, e Igor Anic, pivô, não nasceram na França. A diferença em relação aos estrangeiros do Qatar é que ambos têm fortes ligações com a nação, afinal, desde pequeno moram no país.

A história dos atletas franceses, aliás, é parecida. Os dois são filhos de ex-jogadores de handebol e, por conta das mudanças de clubes dos país, tiveram de mudar de país ainda pequenos. Karabacic nasceu em Nis, na antiga Iugoslávia, em uma região que atualmente pertence à Sérvia. Seu pai é croata e a mãe sérvia. Logo aos três anos, ele foi para a França. A curiosidade é que seu irmão, Luka, também da seleção, já nasceu no novo país, em Strasbourg.

Já Anic nasceu na cidade de Mostar, na Bósnia. Seu pai também foi um famoso jogador, Zeljko Anic, que fez muito sucesso no handebol francês.
Atualmente com 30 anos, Karabatic estreou na seleção francesa em 2002 e tem como conquistas inesquecíveis a medalha de ouro olímpica em 2004 e o título europeu de 2014. Enquanto isso, Anic, de 27 anos, fez sua primeira partida em 2009.

Neste domingo, ambos querem participar de mais um momento histórico com o handebol masculino da França. Para isso, precisam bater o Qatar e seus diversos naturalizados.

*Os repórteres viajam a convite da organização do Mundial