icons.title signature.placeholder Bernardo Cruz e Guilherme Cardoso
01/02/2015
15:56

Quem diria: justamente um jogador naturalizado infernizou a vida do Qatar na decisão do Campeonato Mundial masculino de handebol neste domingo. E com uma atuação brilhante de Nikola Karabatic, nascido nas ex-Iugoslávia, a França derrotou os donos da casa por 25 a 22, na Arena Lusail. É o quinto título mundial dos franceses, um recorde. Eles ainda garantiram uma vaga na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.

Pela primeira vez em toda a competição, dava para dizer que existia uma divisão na torcida em uma partida dos qataris. Afinal, a torcida francesa marcou grande presença no ginásio e conseguiu competir com os gritos dos locais. E nem mesmo a presença do emir Tamim bin Hamad Al Thani na tribuna ajudou.

O gol de Youssef Benali para abrir o placar aos três minutos de jogo, certamente, aumentou as esperanças do Qatar em conquistar um título inédito e acabar com o domínio europeu na 24ª edição do Mundial. A defesa de um pênalti por Goran Stojanovic deixou os donos da casa ainda mais animados. Mas tudo acabou por aí.

A partir de então, a França fez prevalecer sua força e o favoritismo. Afinal, a equipe não é bicampeã olímpica e atual vencedora do Campeonato Europeu à toa. Os visitantes assumiram a liderança do marcador com 2 a 1 e não perderam mais.

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E se o Qatar baseia seu jogo muito nos atletas nacionalizados, como o cubano Rafael Capote, o sérvio Zarko Markovic e o goleiro bósnio Danijel Saric - esse novamente autor de grandes defesas -, os franceses se apoiam na velocidade e movimentação de Narcisse e Nyokas e também nas atuações grandiosas de Thierry Omeyer.

E Nikola Karabatic? O armador comandou o ataque e a defesa francesa. E se tinham momentos em que estava difícil passar pelo setor defensivo qatari, ele achava uma brecha. Ah, vale lembrar, o camisa 13 nasceu na ex-Iugoslávia e é sérvio. Mas logo aos três anos mudou para a França por conta do pai, ex-jogador de handebol.

Após chegar co Mundial como favorita, a França leva o título com merecimento. O Qatar fez uma boa campanha, mas chegou até mais longe do que merecia. Um detalhe: dessa vez, não dá para questionar a arbitragem. Foram até os qataris quem fizeram as maiores reclamações.

*Os repórteres viajam a convite da organização do Mundial