icons.title signature.placeholder Renato Rodrigues e Rodrigo Vessoni
26/12/2013
17:06

O que fazia parte dos bastidores do Parque São Jorge e do Centro de Treinamento do Corinthians, sendo alvo de críticas da oposição e até mesmo de pessoas ligadas ao presidente Mário Gobbi, está escancarado.

Uma fotografia divulgada pelo colunista Leo Dias, do jornal "O Dia", comprova a relação de amizade entre Emerson Sheik e o diretor-adjunto de futebol Duílio Monteiro Alves fora do âmbito profissional, antes tratada apenas com desconfiança. Ambos aparecem ao lado da modelo Antonia Fontenelle, suposta namorada do jogador - foto foi divulgada no último dia 9 e, de acordo com o colunista, retirada no camarim do cantor Tomate, depois de um show na Bahia.

De alguns meses para cá, Gobbi tem sofrido pressão pelo mau rendimento de Emerson. O mandatário do Timão ouve acusações de oposicionistas, conselheiros e até de aliados de que, por conta dessa relação estreita fora de campo, o dirigente alivia para o atleta, conhecido por atrasos e polêmicas - idas a casas noturnas e visitas mútuas às residências na capital paulista fazem parte das reclamações.

Segundo pessoas ouvidas pelo LANCE!Net, a questão hierárquica acaba sendo quebrada com esse tipo de comportamento entre subordinado e superior. O ponto questionado é: até onde Duílio consegue cobrar o camisa 11 após uma série de atuações ruins ou até mesmo casos de indisciplina, por exemplo.

Outro ponto que coloca o trabalho do dirigente em xeque é sua pouca frequência no CT Joaquim Grava. O presidente do clube está ciente de que Duílio tem passado por problemas de saúde. Por outro lado, escuta críticas dentro do Parque São Jorge sobre sua ausência no dia a dia do departamento de futebol.

Há duas semanas, o LANCE!Net já havia revelado que a renovação de contrato de Emerson, que iria até o fim deste ano e agora vai até julho de 2015, causou um atrito entre Mário Gobbi e Tite, que, ao lado dos diretores de futebol, defendia a continuidade do atacante. Atualmente a cúpula tenta se livrar o jogador, que recebe cerca de R$ 500 mil/mês e, indiretamente, trava a busca por reforços por conta da alta folha salarial.