icons.title signature.placeholder Guilherme Amaro e Marcio Porto
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26/07/2013
08:09

O técnico Claudinei Oliveira voltou de Catalão, onde o Santos enfrentou o Crac-GO na última quarta-feira, ainda mais fortalecido. E se engana quem pensa que isso acontece apenas pela relação do treinador com os garotos da base, que vivem ótimo momento após a saída de Muricy Ramalho. A verdade é que, ao contrário de seu antecessor, Claudinei tem o grupo inteiro ao seu lado.

Até mesmo os jogadores mais experientes se mostram satisfeitos com o novo trabalho. A decisão de viajar sem os medalhões e levar à cidade do interior de Goiás um time com 14 garotos, por exemplo, foi bem recebida pelos mais velhos. Ninguém contestou a decisão do chefe, comunicada por ele mesmo na segunda-feira, em uma espécie de reunião com Edu Dracena, Léo, Cícero e Montillo, os que ficaram em Santos treinando.

Isso também acontece porque, mesmo com a evolução dos garotos, Claudinei não se precipita. Contra a Ponte Preta, sábado, em Campinas, ele já adiantou que os experientes devem retornar. Calma com a molecada.

– Os garotos foram bem e temos ainda mais as opções dos que vão retornar. Estamos ganhando corpo – afirmou o comandante.

Claudinei também recebe apoio da torcida. Em enquete feita pelo LANCE!Net, a maioria dos internautas, 35%, deu nota 8 ao seu trabalho. A 10 foi a segunda mais votada, com 27% dos votos.

Não é para menos: em oito jogos no comando, ele obteve quatro vitórias, três empates e apenas uma derrota, aproveitamento de 63%, superior ao de Muricy Ramalho. Com Muricy, o Santos jogou 29 vezes em 2013. Foram 13 vitórias, 12 empates e quatro derrotas, aproveitamento de 58,6%.

Por esses e outros fatores, o treinador ganhou respaldo da diretoria, que o fortalece cada vez mais. Na semana passada, Claudinei recebeu um reajuste salarial e espanta o status de interino.

– Agora estou recebendo como um auxiliar de time da Série A – disse o ex-técnico da base.

Apesar do bom desempenho, rivais paulistas não mantiveram interinos no cargo

Nos últimos anos, Corinthians e Palmeiras tiveram técnicos interinos que fizeram boas campanhas à frente das equipes, mas os clubes decidiram apostar em outros treinadores. Em 2005, Márcio Bittencourt assumiu o time do Parque São Jorge após a queda de Daniel Passarela e, apesar da vice-liderança do Brasileirão, foi demitido por conta da falta de experiência. Ele rejeitou ser auxiliar do contratado Antônio Lopes.

Em 2009, Jorginho assumiu o Palmeiras após a queda de Luxemburgo. Mesmo com um bom desempenho (cinco vitórias, um empate e uma derrota), o clube contratou Muricy Ramalho, e o interino tornou-se auxiliar técnico.

O técnico Claudinei Oliveira voltou de Catalão, onde o Santos enfrentou o Crac-GO na última quarta-feira, ainda mais fortalecido. E se engana quem pensa que isso acontece apenas pela relação do treinador com os garotos da base, que vivem ótimo momento após a saída de Muricy Ramalho. A verdade é que, ao contrário de seu antecessor, Claudinei tem o grupo inteiro ao seu lado.

Até mesmo os jogadores mais experientes se mostram satisfeitos com o novo trabalho. A decisão de viajar sem os medalhões e levar à cidade do interior de Goiás um time com 14 garotos, por exemplo, foi bem recebida pelos mais velhos. Ninguém contestou a decisão do chefe, comunicada por ele mesmo na segunda-feira, em uma espécie de reunião com Edu Dracena, Léo, Cícero e Montillo, os que ficaram em Santos treinando.

Isso também acontece porque, mesmo com a evolução dos garotos, Claudinei não se precipita. Contra a Ponte Preta, sábado, em Campinas, ele já adiantou que os experientes devem retornar. Calma com a molecada.

– Os garotos foram bem e temos ainda mais as opções dos que vão retornar. Estamos ganhando corpo – afirmou o comandante.

Claudinei também recebe apoio da torcida. Em enquete feita pelo LANCE!Net, a maioria dos internautas, 35%, deu nota 8 ao seu trabalho. A 10 foi a segunda mais votada, com 27% dos votos.

Não é para menos: em oito jogos no comando, ele obteve quatro vitórias, três empates e apenas uma derrota, aproveitamento de 63%, superior ao de Muricy Ramalho. Com Muricy, o Santos jogou 29 vezes em 2013. Foram 13 vitórias, 12 empates e quatro derrotas, aproveitamento de 58,6%.

Por esses e outros fatores, o treinador ganhou respaldo da diretoria, que o fortalece cada vez mais. Na semana passada, Claudinei recebeu um reajuste salarial e espanta o status de interino.

– Agora estou recebendo como um auxiliar de time da Série A – disse o ex-técnico da base.

Apesar do bom desempenho, rivais paulistas não mantiveram interinos no cargo

Nos últimos anos, Corinthians e Palmeiras tiveram técnicos interinos que fizeram boas campanhas à frente das equipes, mas os clubes decidiram apostar em outros treinadores. Em 2005, Márcio Bittencourt assumiu o time do Parque São Jorge após a queda de Daniel Passarela e, apesar da vice-liderança do Brasileirão, foi demitido por conta da falta de experiência. Ele rejeitou ser auxiliar do contratado Antônio Lopes.

Em 2009, Jorginho assumiu o Palmeiras após a queda de Luxemburgo. Mesmo com um bom desempenho (cinco vitórias, um empate e uma derrota), o clube contratou Muricy Ramalho, e o interino tornou-se auxiliar técnico.