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01/02/2015
14:10

A primeira manhã de testes da F1 em Jerez já atesta como evoluíram as unidades de força V6 turbo nos últimos 12 meses. Quando esses novos motores fizeram sua primeira aparição pública, no mesmo circuito, no fim de janeiro do ano passado, o melhor tempo de uma bateria de quatro dias de testes foi 1min23s276, registrado por Kevin Magnussen com a McLaren. Com a categoria de volta à Andaluzia para abrir a pré-temporada 2015, Nico Rosberg precisou de menos de duas horas para deixar esse tempo para trás. O atual vice-campeão chegou à hora do almoço na Espanha com 1min23s106 no cronômetro.

Em geral, foi uma manhã bastante tranquila. Sete equipes colocaram seus carros na pista e houve apenas uma interrupção com bandeira vermelha, que durou dois minutos, após uma saída de pista de Marcus Ericsson com a Sauber.

O que chamou a atenção, mesmo, foi a pintura camuflada da Red Bull. A equipe não se preocupou em fazer uma apresentação formal do RB11 e apenas mandou Daniel Ricciardo sair dos boxes e mostrar ao mundo um carro bem diferente. A camuflagem, que será usada apenas nos testes, tem como objetivo confundir as concorrentes e esconder alguns segredos aerodinâmicos do último carro de Adrian Newey.

A manhã também permitiu que se visse Sebastian Vettel pela primeira vez com um carro da Ferrari. Na verdade, o alemão foi o primeiro a deixar os boxes, inaugurando os trabalhos em Jerez. Porém deu apenas nove voltas nesta manhã com um melhor tempo de 1min25s764. E, ainda, o retorno de Fernando Alonso à McLaren, 1h43 depois da luz verde. O bicampeão andou pouco com o MP4-30 e o motor Honda, somente seis voltas.

Alonso, diga-se, é o centro das atenções no paddock. O motorhome mais cercado pelos fãs é o da McLaren, e a movimentação de fotógrafos e cinegrafistas na porta de sua garagem quando o motor Honda foi ligado também foi grande.

Mas, pelo o que foi feito na pista, o destaque positivo deve ir mesmo para a Mercedes. Rosberg completou mais de seis dezenas de voltas nas primeiras quatro horas da temporada sem apresentar problemas. Mais que o dobro dos giros do segundo que mais andou, Ericsson. Na outra ponta desta lista ficaram Vettel, Valtteri Bottas e a Williams, e Alonso.

Retomando o assunto evolução dos V6 turbo, não foi apenas a melhor marca que já caiu. Renault e Ferrari também já tiveram carros andando mais rápidos do que no ano passado. Daniel Ricciardo, segundo colocado, foi 5s3 mais veloz que Jean-Éric Vergne com a Toro Rosso-Renault de 2014; e Ericsson, terceiro, bateu o tempo de Kimi Räikkönen com a Ferrari de 2014 por 0s2.

A baixa até aqui é a Lotus, que tem seus caminhões estacionados no paddock, mas cujos mecânicos ainda aguardam a chegada do E23 Hybrid. Por ora, nem sinal dos pilotos Pastor Maldonado e Romain Grosjean.