icons.title signature.placeholder Rafael Sandrão
24/12/2013
07:20

Não fosse uma lesão no ligamento cruzado do joelho esquerdo, Jéssica Quintino teria subido ao pódio na Sérvia com a Seleção Brasileira. Porém, por força do destino, a jogadora de 22 anos acabou cortada do grupo às vésperas da competição. Mas se não esteve presente no feito histórico, mandou energias positivas de longe. Não à toa, quando foram receber as medalhas, as atletas fizeram questão de exibir a camisa de número 10, utilizada por ela no time nacional.

– Eu também me considero campeã. Fiquei triste por não estar lá. Estive em todos os momentos com a Seleção. Não joguei o Mundial, mas estava em pensamento com todas elas – contou ao LANCE!.

Jéssica se lesionou durante uma partida do seu clube, Vistal Gdynia, da Polônia. Porém, a comissão técnica brasileira decidiu levar a atleta à Europa, para a preparação com as demais jogadoras. A paulista chegou a participar dos dois amistosos contra a Polônia, mas um dia antes da viagem para a Sérvia, torceu o joelho e agravou sua situação médica. Com isso, foi ser substituída por Mariana Costa.

A atleta contou que todas as companheiras ficaram muito chocadas com a notícia, já que Jéssica participou de todos torneios disputados pela Seleção nos últimos anos, como o Mundial do Brasil, em 2011, e o Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

– Assim que me machuquei foi muito chocante pra todos. As meninas viram o quanto me esforcei para estar ali. A lesão que eu tenho é grave e eu estava me superando para estar nesse Mundial. Elas reconheceram isso e fiquei muito orgulhosa com a homenagem no pódio. Esse grupo é uma família –  disse.

Jéssica será premiada pela Confederação Brasileira de Handebol com uma réplica da medalha de ouro

– Falei para as meninas que era obrigação trazer uma medalha para mim também (risos) – finalizou.

A ponta-direita passará as festas de fim de ano em Blumenau (SC), e viajará para São Paulo no começo de 2014. No dia 15 de janeiro, será operada.

Bate-bola

Como foi assistir aos jogos da Seleção Brasileira de longe?
Acompanhei todas as partidas pela internet. Meu Deus, aquilo foi de tirar o fôlego. Cada jogo parecia que eu estava com elas, fiquei nervosa igual. Eu sabia que ia dar certo, a gente estava muito preparada pra esse titulo mundial.

Você conversava com as meninas da Seleção durante o Mundial?
Nós montamos um grupo no WhatsApp (aplicativo de telefone celular) com as atletas que estavam no Mundial. Mesmo cortada, continuei no grupo. Lá, elas sempre postavam mensagens de confiança antes das partidas.

Acredita que o Morten  revolucionou o handebol brasileiro?
Ele deu uma nova cara pra Seleção. Ele é um profissional aberto. Te escuta, sabe o que você tem que melhorar. Ele foi em busca dos detalhes para a nossa equipe melhorar. Nos cobra sempre.

Nenhuma brasileira foi indicada para o prêmio de melhor jogadora do mundo. Isso te surpreendeu?
Com certeza. Ainda mais com o desempenho das brasileiras no Mundial. Mas isso acontece. O nível do handebol é muito elevado.