icons.title signature.placeholder Felipe Domingues, Guilherme Cardoso e Luis Fernando Ramos
08/11/2014
17:03

Quando pegamos a lista de pilotos da Fórmula 1, é sempre estranho não ver o nome de Fernando Alonso na briga pelo título. O espanhol que, nos últimos anos, vem sofrendo com a falta de consistência de sua Ferrari, aproveitou o momento "calmo" que vive no grid, para opinar sobre a luta na frente, entre as Mercedes do britânico Lewis Hamilton e do alemão Nico Rosberg.

- Acho que a pressão será maior para ambos. Será um final de semana fora do normal. Pois eles precisam tomar cuidado com todos os detalhes, porque você precisa cruzar a linha para ter alguma chance. Eles vão gostar disso, por um lado, mas eles irão ficar mais estressados - disse neste sábado, em Interlagos, aproveitando para brincar sobre sua própria situação.

- Lembro quando, no meu tempo, eu ganhei duas vezes e perdi três, uma por um ponto, outra por três e outra por quatro. Então, com oito pontos a mais na minha carreira, eu poderia ser pentacampeão. Mas não sou - relembrando os campeonatos de 2007 (Kimi campeão por um ponto), de 2010 (Vettel campeão por quatro pontos) e 2012 (Vettel campeão por três pontos).

Apesar de não brigar mais pelo título do Mundial de Pilotos, Alonso quer ajudar a Ferarri, sua "atual ex-equipe", a terminar o campeonato dos construtores em quarto lugar. Para o espanhol, a briga não é mais com a Williams (terceira colocada) e sim com a McLaren, que está na quinta posição no momento.

- Acho que precisamos de ajuda de outros para recuperar posições, a chuva pode ajudar nisso. Crescer no campeonato de construtores é minha prioridade. Talvez a Williams esteja um pouco rápida demais, para sermos realistas, então estamos brigando com a McLaren. Precisamos terminar na frente deles - comentou.

Por fim, Alonso citou sua situação dentro da própria equipe, já que briga para colocar a Ferrari, escuderia que deixará no fim do ano, à frente da McLaren, time que provavelmente será sua nova casa em 2015. Porém, acenou com uma possiblidade extremamente remota de, quem sabe, retomar conversas com a escuderia italiana.

- Todos os dias são 100 entrevistas e sempre as mesmas perguntas. Me perguntam se sair da Ferrari é dar um passo atrás ou à frente, e eu não sei. Preciso ver o que vai acontecer. Se eu ficar, tentarei fazer o melhor que puder. Se eu sair, tentarei fazer o melhor também. O Felipe (Massa) passou pela mesma coisa no ano passado e hoje briga pela pole. Vamos ver o que acontece - completou o espanhol que, amanhã, larga na oitava posição no GP do Brasil.